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Clippings - 22/04/16

Maromba pode ser relicitado pela ANP

A ameaça da ANP de retomar a concessão de campos parados e sem produção há mais de um ano pode permitir o rebid não só não só projetos onshore, como também offshore. A lista de 26 campos já identificados pelo órgão regulador inclui, além de campos terrestres localizados nas bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Tucano Sul, a área de Maromba, localizada na Bacia de Campos e operada pela Petrobras em parceria com a Chevron.

Além de Maromba, a relação contempla Cacimbas, Aratu, Siri, entre outros. Os campos são operados pela Petrobras, responsável por nada menos que 19 concessões, Proen Projetos Engenharia Comércio e Montagens (um), Nova Petróleo (um), Oceania OG Exploração e Participações em Petróleo (um), Petrosynergy (dois) e Recôncavo E&P (dois).

A ANP já notificou os seis operadores, concedendo um prazo de um ano para que os projetos sejam colocados em operação. Alguns campos, como é o caso de Maromba, descoberto através dos trabalhos exploratórios feitos no bloco BC-20, da Rodada Zero, sequer chegaram a produzir uma só gota de petróleo. Caso não cumpram a determinação de retomar as atividades, a agência irá retomar as concessões e estudar a possibilidade de colocá-las em leilão em uma nova rodada, conforme diretriz já aprovada pelo CNPE para fomento do mercado.

O campo de Aratu, operado pela Petrobras na Bacia do Recôncavo, é área que registrou produção mais recente. Dados da ANP indicam que a área produziu até feveiro. O campo, produtor de gás, teve atividade entre 2009 e 2013, ainda de acordo com dados da agência.

A maior parte dos projetos está localizada na Bacia do Espírito, onde estão concentrados nada menos que 10 campos, sendo nove operados pela Petrobras e um pela Petrosynergy. A lista inclui projetos das rodadas zero, três, quatro, seis, sete, nove e dos leilões de acumulações marginais.