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Clippings - 17/08/23

Mauá aposta no subsea

Arialdo Félix, diretor Comercial do Estaleiro Mauá

Para não ficar apenas “vendo navios” na crise que se abateu sobre o setor de construção naval, o Estaleiro Mauá dedicou-se integralmente às atividades de reparo e atracação nos últimos anos, especializando-se na prestação de serviços de upgrade de embarcações de empresas como TechnipFMC, Maersk, Subsea 7, DOF e Wilson Sons.

Agora, contudo, o estaleiro pretende singrar novos mares. A nova estratégia consiste em compartilhar sua infraestrutura para abrigar atividades de fabricação, montagem e transporte de equipamentos submarinos. A primeira experiência ocorreu no ano passado, quando a TechnipFMC montou um manifold no Mauá. 

Segundo o diretor comercial, Arialdo Félix, o estaleiro já se qualificou junto a algumas empresas do segmento para exercer esse tipo de atividade. Segundo ele, o Mauá possui a infraestrutura necessária à construção e montagem dos equipamentos, além de ter uma localização estratégica que o permite “encurtar” a logística.

“Ela [a estrutura subsea] sai daqui direto para a locação, sem a necessidade de ‘encarar’ estradas”, disse.

Construção e descomissionamento

Além do subsea, o Mauá pretende retomar a fabricação e montagem de módulos de plataformas, que ficou à deriva na crise. Também olha com o interesse o filão do descomissionamento.  “Existe demanda por módulos e integração deles… podemos colocar simultaneamente até dois FPSOs em nosso cais”, garantiu o executivo.

Após 10 anos, o Mauá liberou um novo berço de atracação com mais 140 metros lineares para atender embarcações. Atualmente, conta com oito berços homologados e o dique – no momento, todos estão ocupados atendendo embarcações do setor de óleo e gás.

“Temos infraestrutura de cais apta para receber qualquer tipo de embarcação, desde navios mercantes até FPSOs, independentemente do seu calado aéreo”, disse o diretor comercial.

Sobre descomissionamento, Félix afirmou que o Mauá não entrou no bid da P-32, arrematado pelo consórcio Ecovix / Gerdau, porque uma das exigências era que a plataforma entrasse em dique seco. “Isso acabou nos limitando, não teríamos condições de colocar em seco”, revelou.

Com 180 mil m² e capacidade de processamento de 36 mil toneladas de aço/ano, o Mauá é o maior estaleiro da Baía de Guanabara. É também o mais antigo do país. Atualmente, conta com 1 mil funcionários empregados sob regime CLT.

Fonte: Revista Brasil Energia