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Clippings - 03/09/21

McDermott arremata contrato de troca de risers de Tupi

McDermott ficará responsável pela campanha de substituição de parte dos risers flexíveis do campo de Tupi por linhas rígidas. Após meses de negociações, a empresa e a Petrobras acertaram acordo para contratação do serviço, após o grupo apresentar o menor preço na licitação da petroleira.

Oficialmente, as duas empresas não confirmam a conclusão do negócio, mas fontes envolvidas asseguram que as negociações já foram finalizadas, dependendo apenas de acertos finais para assinatura do contrato. Depois de três meses de negociações, o valor será fechado em torno de US$ 800 milhões.

A campanha envolverá a troca de 11 dutos flexíveis de Tupi, o que demandará cerca de 98 km de novas linhas. Regido sob o modelo de carta-convite, o bid foi lançado no final de dezembro, com entrega de propostas marcada, inicialmente, para meados de março, prazo que acabou sendo adiado para maio.

O nome da McDermott vinha sendo cogitado como vencedor há algum tempo, sendo que no início de agosto surgiram rumores de que a Petrobras teria convocado a TechnipFMC, segunda colocada no bid, para negociar na tentativa de assegurar preços ainda mais baixos. A iniciativa não surtiu efeito e a petroleira retomou às negociações com a primeira colocada.

Estruturado sob o modelo de EPC, o contrato incluirá o fornecimento das linhas rígidas, boias de flutuação, conectores barco de lançamento e todo o serviço de execução da campanha. A atividade na locação está programada para ser iniciada entre o fim de 2023 e o início de 2024.

O contrato marca a primeira iniciativa da Petrobras para a substituição de parte das linhas do pré-sal por conta de desgaste. A operação de Tupi promete ser a primeira de uma leva, tendo em vista os problemas de corrosão por COdetectados nas linhas flexíveis de projetos da petroleira no pré-sal.

A operação no campo de Tupi envolverá linhas de mais de uma unidade de produção. A campanha será direcionada a risers de FPSOs próprios e afretados.

Os primeiros sinais de corrosão nas linhas flexíveis dos projetos do cluster do pré-sal foram detectados pela Petrobras por volta de 2016. Na ocasião, a petroleira, junto com a então Technip, empresa fornecedora dos risers, realizou mapeamento minucioso para avaliar as condições técnicas de todas as linhas instaladas. Após o trabalho, as duas companhias executaram a troca de algumas linhas flexíveis danificadas por risers flexíveis novos.

Os problemas foram ocasionados por um fenômeno conhecido como corrosão por tensão de CO(stress-corrosion cracking by CO2). A maior parte das avarias era encontrada no material das armaduras de tração.

Desde então, são realizadas inspeções sistemáticas nas linhas flexíveis do pré-sal. No início do desenvolvimento dos primeiros projetos do cluster, a Petrobras privilegiou a utilização de linhas flexíveis, em detrimentos dos risers rígidos.

último problema com riser flexível do pré-sal ocorreu no início de 2020, quando a linha de injeção de gás conectada ao FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, se rompeu.

Com o serviço de Tupi, a McDermott ficará com dois grandes contratos com a Petrobras. NO momento, o grupo executa o contrato do Surf do FPSO Carioca, recém-instalado no campo de Sépia, na Bacia de Santos.

Fonte: Revista Brasil Energia