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Clippings - 03/05/19

McDermott próxima do subsea de Sépia

Os serviços de interligação submarina do campo de Sépia devem ficar mesmo com a McDermott. A Petrobras não aceitou os recursos apresentados pela TechnipFMC e a Subsea 7 que pleiteavam a desclassificação da empresa norte-americana, que apresentou o menor preço na licitação.

As concorrentes alegaram discrepância entre o método de lançamento e soldagem informado na proposta técnica da McDermott (reel-lay) e os custos apresentados para execução dos serviços, “que pareciam condizentes com o método (J-lay) – no qual a soldagem dos tubos rígidos é feita offshore –, demandando mais tempo de operação da embarcação”.

As empresas apontaram ainda indícios de que a base onshore da McDermott estaria localizada no exterior, o que poderia implicar tributação incorreta, gerando vantagem indevida. “Ainda que não seja o caso, os serviços onshore são inexequíveis, uma vez que o valor indicado pela companhia é 70% inferior à média dos valores propostos pela Subsea 7 e TechnipFMC”, justificou a Subsea 7.

Em resposta, a Mcdermott afirmou que cumpriu integralmente com todos os requisitos do edital e que sua proposta não prevê utilização de embarcação com método J-Lay. “A empresa ratifica que todos os custos informados e todas as incidências tributárias (…) foram devidamente considerados em seu preço e confirmados em reuniões de diligenciamento com a comissão de licitação”.

Segundo a Petrobras, a proposta técnica apresentada pela McDermott atendeu, de fato, a todas as exigências previstas pelo edital.

“A Comissão de Licitação constatou que a proposta da McDermott era a vencedora do certame após aplicados os critérios de equalização de proposta. Dessa forma, somente realizou a verificação de efetividade da proposta dessa empresa por se tratar da proposta mais vantajosa. Portanto as propostas das licitantes Subsea 7 e TechnipFMC não foram avaliadas no que se refere à efetividade”, observou a estatal na análise dos recursos.

A oferta feita pela McDermott foi de R$ 1,093 bilhão, enquanto a Subsea 7 e a TechnipFMC propuseram, respectivamente, R$ 1,11 bilhão e R$ 1,149 bilhão. Já o lance da italiana Saipem, que não apresentou recurso, foi de R$ 1,389 bilhão.

Fonte: Revista Brasil Energia