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Clippings - 24/04/18

Mega pacote de poços para Libra

O Consórcio de Libra – Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%, CNOOC (10%) e CNPC (10%) – deve lançar até o início de 2019 uma concorrência para contratar a construção de poços da nova fase de desenvolvimento do ativo, no pré-sal da Bacia de Santos. Com 17 poços, esse será o maior pacote integrado de serviços de poços licitado pela Petrobras, e a tendência é que apenas um fornecedor fique responsável pela demanda.

O modelo de contratação integrada foi aplicado na primeira fase de desenvolvimento de Libra, com a norte-americana Halliburton. Com duração de dois anos e nove meses a partir de novembro de 2016, o contrato previa a construção de até nove poços, sendo cinco firmes. No escopo estavam serviços de perfuração, perfilagem e testes de formação, além do fornecimento de brocas, fluidos e ferramentas de completação.

O consórcio de Libra perfurou 13 poços no bloco desde 2014, em lâmina d’água média de 2.061 m, sendo que em oito deles – todos de extensão – foram encontrados indícios de petróleo.  Um desses poços, o 3-BRSA-1310-RJS, foi abandonado definitivamente, enquanto o 3-BRSA-1255-RJS consta como “equipado aguardando início de produção” na base de dados da ANP.

Na lista também está o 3-BRSA-1350-RJS, que deu origem ao campo de Mero, cuja comercialidade foi declarada em 30 de novembro do ano passado. Perfurado em lâmina d’água de 2.098 m entre junho e outubro de 2017 pela sonda West Carina, o poço atingiu profundidade de 5.877 m.

Até o fechamento desta reportagem, a Petrobras perfurava o poço 3-BRSA-1355-DRJS em lâmina d’água de 1.988,5 m com a sonda West Tellus, que também pertencente à Seadrill. Ele foi iniciado em novembro do ano passado.

A expectativa é que o consórcio perfure outros quatro poços em Libra este ano, completando o total de 17 previstos na primeira fase de desenvolvimento do bloco.

 

Concorrências

Fornecedores aguardavam, até meados de abril, o lançamento de uma licitação pela Statoil para contratação de serviços de poços para a segunda fase de desenvolvimento de Peregrino, na Bacia de Campos, que contará com um total de 22 poços, sendo 15 produtores e sete injetores.

Outra expectativa gira em torno do campo de Lapa, na Bacia de Santos, cuja operadora, Total, irá ao mercado para contratar serviços de poços entre este ano e o início de 2018. O escopo da concorrência deve incluir a construção de três a cinco poços, porém o mais provável é que a petroleira francesa venha a perfurar somente dois num primeiro momento.

Licenciamento

Já Shell lançará – possivelmente ainda este ano – uma concorrência para adquirir serviços de poços para o desenvolvimento de Gato do Mato, no pré-sal da Bacia de Santos. A área foi adquirida na 3ª Rodada de Partilha da Produção, em outubro do ano passado, em parceria com a Total.

Outra boa notícia é que a PetroRio deu início à segunda fase do plano de revitalização do campo de Polvo, na Bacia de Campos, que prevê investimentos de US$ 20 milhões na perfuração de três poços. Segundo a companhia, a cifra poderá chegar a US$ 50 milhões, dependendo dos resultados obtidos. O tempo estimado para a conclusão das três perfurações é de seis meses. Boa parte dos serviços de poços está a cargo da BHGE.

As atividades têm como objetivo dar continuidade à Fase 1, realizada no primeiro trimestre de 2016, cujo resultado foi o aumento de 20% na produção e volumes de reservas do campo. A expectativa é que a revitalização estenda a vida econômica de Polvo em cinco anos, até 2026.

Fonte: Revista Brasil Energia