O mercado de veículos submersos autônomos (AUVs, na sigla em inglês) tem grande potencial para crescer, principalmente no setor de óleo e gás, no qual a tecnologia ainda é usada em atividades de nicho. A opinião é a Douglas-Westwood (DW), que acredita que os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos fizeram com que as unidades ficassem mais flexíveis.
De acordo com a consultoria, no entanto, ainda é necessário realizar melhorias nas comunicações, nas habilidades de manipulação e na durabilidade dos AUVs para que a tecnologia seja mais utilizada no futuro. Entre as vantagens apontadas pelo DW para o uso do equipamento estão o menor uso da força de trabalho humano e maior precisão, confiança e segurança nas atividades.
“A curto prazo, os AUVs devem continuar sendo empregados principalmente para uso militar, devido ao aumento da importância da tecnologia para a segurança, mas o mercado de óleo e gás deve registrar crescimento no uso da tecnologia, que está entre os esforços de pesquisa do setor”, afirma a DW.
No mês passado, a Statoil fechou um acordo com a Eelume, companhia de intervenção subsea, para desenvolver AUVs. O objetivo da petroleira norueguesa é utilizar a tecnologia para trabalhos de inspeção e intervenções leves no assoalho marítimo. No final de 2015, a BG Brasil e o Senai Cimatec apresentaram o primeiro AUV desenvolvido no Brasil, batizado de FlatFish.