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Clippings - 15/08/19

Mercado de FPSOs aquecido

O mercado global de FPSOs está caminhando para um grande crescimento, com 24 contratos previstos até 2020, sendo a maior parte deles no Brasil, prevê a Rystad Energy.

A América do Sul irá liderar o pacote com 12 projetos que deverão ser aprovados até o final do ano que vem. Em seguida aparecem a Ásia (quatro), Europa (três), África (três) e Austrália (dois).

Com forte influxo de petroleiras internacionais, o Brasil deve fechar sete novos contratos de FPSO em 2020, representando ⅓ das contratações globais, prevê a consultoria.

“As operadoras offshore estão se recuperando após a queda de 2014, uma vez que o aumento robusto no fluxo de caixa livre impulsionou um crescimento significativo nos investimentos em águas profundas”, comentou o chefe de Pesquisa de Serviços em Campos Petrolíferos da Rystad, Audun Martinsen.

O boom de FPSOs na América do Sul é resultado de crescentes investimentos em atividades de exploração e produção em águas profundas. No Brasil, a diminuição dos índices de conteúdo local foi um fator importante para atrair novos players internacionais ao mercado, segundo a consultoria.

“O aumento da competitividade do Brasil no mercado global é um dos responsáveis pelo crescimento dos contratos de FPSO, junto com a recuperação do país após o escândalo da Lava-Jato, da redução da dívida da Petrobras, das descobertas substanciais no pré-sal e dos preços mais saudáveis do petróleo”, disse Martinsen.

Geralmente mais práticos que soluções com plataformas fixas, devido aos menores custos de instalação e descomissionamento, os FPSOs, tendem a ganhar mais espaço no mercado de águas mais rasas.

“Com viabilidade econômica cada vez maior por conta de medidas de padronização, os FPSOs devem seguir como opção atrativa de desenvolvimento para diversos campos ao redor do mundo”, observou o consultor.

Na visão da Rystad, operadores como a Yinson e a Modec estão bem posicionados para se beneficiar do esperado aumento da demanda na próxima onda de contratações.

Fonte: Revista Brasil Energia