O mercado global de GNL será mais volátil e arriscado daqui pra frente, de acordo com a consultoria PwC, que acredita em um futuro não somente aos preços mais baixos, como também de negócios de curto prazo e a demandas por flexibilidade contratual, afetando os supridores globais do energético.
“Em um futuro no qual os níveis de risco, liquidez e volatilidade dos preços irão aumentar, as incertezas relacionadas aos contratos de longo prazo serão substituídas pelas margens menores e pelos resultados incertos”, afirmou a consultoria. A projeção é que a queda nos ganhos que as companhias do setor enfrentam é apenas o sinal do começo de um perãodo prolongado de preços pressionados.
A PwC avalia que os produtores de GNL vão se sair melhor nesse ambiente se conseguirem reduzir custos e otimizar portfólios por meio do adiamento dos projetos que ainda não passaram pela fase final de aprovação. Já para os compradores, a dica é se aproveitar da alavancagem atual para revisar contratos e renegociar preços, ganhando flexibilidade.
“Use esse perãodo para otimizar o portfólio, traga maior agilidade para os seus contratos e pedidos, e reduza sua exposição à sobreoferta e aos custos excessivos”, sugere a consultoria.
De acordo com a PwC, alguns dos fatores que ajudarão a jogar os preços do GNL para baixo nos próximos anos são o preço do barril de petróleo, já que ambos têm variação diretamente proporcional, e o aumento global na comercialização de volumes do gás, além da proliferação de hubs.
Outro fator que também deve influenciar o preço é a sobre oferta, fruto da onda de investimentos em liquefação nos últimos anos. Segundo estimativas da JPMorgan, a capacidade de liquefação global de GNL deve crescer 8% ao ano nos próximos anos, enquanto o aumento da demanda será de apenas 4%.
As conclusões são do relatório Navigating the transformation of the gas market: Adapting to survive in a period of change.