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Clippings - 02/12/16

Mercado de sondas flutuantes volta a crescer somente em 2018

O ano de 2016 deve terminar com cerca de metade das sondas flutuantes de perfuração fora de uso, quase um quarto a menos que no final de 2015, quando a taxa registrada foi de 73%, de acordo com a Rystad Energy. A consultoria acredita que esse mercado voltará a crescer somente em 2018.

A expectativa é que, em meados de 2017, a utilização de sondas flutuantes caia para 44%, desconsiderando-se possíveis novos contratos programados para entrar em vigor no início do ano que vem. A média de utilização em 2017 deve girar em torno de 53%.
Segundo a Rystad, o ritmo de contratações de sondas tem caído dramaticamente: no terceiro trimestre deste ano, apenas dez novos contratos de unidades flutuantes foram assinados, ante a média de 40 no quinquênio anterior.

“Com o número limitado de licitações em andamento, não esperamos que esse número cresça antes do fim do ano”, observa a consultoria.

Os novos contratos têm sido fechados com taxas diárias na faixa dos US$ 150 mil, ante US$ 500 mil em 2014. Os valores atuais estão próximos aos custos operacionais, o que leva a Rystad a crer que alguns desses contratos apresentam margens negativas.

Ao longo deste ano, dezoito sondas flutuantes receberam notificações de que seus contratos seriam cancelados. Três dessas unidades prestavam serviço para a Petrobras, mas tiveram seu afretamento mantido por meio de liminares na Justiça. No entanto, elas permanecem de sobreaviso.

De acordo com a Rystad, entre sete e dez sondas flutuantes têm hoje contratos com risco de serem cancelados. “Havendo ou não novos cancelamentos de contrato, o ano de 2017 continuará difícil para o mercado de sondas flutuantes”, afirma a consultoria.

A expectativa é que 37 projetos sejam aprovados ao longo de 2017 e que a demanda por sondas flutuantes cresça a uma base de 8,75% ao ano de 2018 a 2020. A maior parte do crescimento virá do Leste Africano, do Mediterrâneo e do Golfo do México.