Prêmios
O mercado do Rio de Janeiro foi o grande destaque do setor de seguros em 2009. Empurrada pelo processo de recuperação da economia fluminense, a receita de prêmios acumulada no estado, de janeiro a novembro, chegou a R$ 8,3 bilhões. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), essa cifra representou um salto da ordem de 21,1% em comparação ao mesmo perãodo em 2008. Esses dados não englobam apenas o seguro saúde.
Nem mesmo São Paulo, que gera quase a metade do faturamento do setor, conseguiu se aproximar do resultado apurado no Rio de Janeiro. De acordo com a Susep, o mercado paulista gerou, até novembro, um total de prêmios de R$ 33,2 bilhões, com crescimento de 14,1% em relação aos onze primeiros meses de 2008.
A participação do Rio de Janeiro na receita nacional passou de 11,3% em novembro de 2008 para 12% no mesmo mês em 2009. Já a fatia correspondente a São Paulo teve ligeira queda entre os dois perãodos comparados, caindo de 47,8% para 47,7%.
O terceiro maior mercado é o de Minas Gerais, que gerou receita de aproximadamente R$ 5,3 bilhões de janeiro a novembro. Esse valor é 17,7% maior que o apurado no mesmo perãodo, em 2008. A participação do mercado mineiro na receita nacional passou de 7,5% para 7,7% entre os dois perãodos.
Segundo a Susep, o mercado de seguros faturou R$ 68,5 bilhões de janeiro a novembro de 2009, sem contar o ramo saúde. Esse valor é 13% maior que o apurado no mesmo perãodo em 2008. Novembro foi o melhor mês do ano para as seguradoras, com uma receita total de prêmios da ordem de R$ 6,8 bilhões, 29% a mais do que no mesmo mês, em 2008, quando a crise financeira estava se alastrando pelo mundo.
O desempenho positivo do mercado não surpreende o superintendente da Susep, Armando Vergilio dos Santos Junior. Otimista, ele aposta em um incremento de até 20% em 2010. “O setor de seguros vem apresentando resultados muito bons nos últimos anos e, como responde por mais de 3% do PIB brasileiro, já contribui inclusive para um desempenho favorável da economia naciona”, afirma Armando Vergilio.
Ele estima que o mercado de seguros, previdência, capitalização e resseguros deve fechar 2009 com uma receita global de R$ 100 bilhões, com um aumento de 12% em relação a 2008. Essas projeções não englobam o ramo saúde.