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Clippings - 21/05/10

Mercado recupera demanda, mas fretes continuam baixos

O mercado breakbulk ainda não se recuperou da crise, com os valores de frete para cargas pesadas caindo para cerca de US$ 90 por tonelada, em comparação com os US$ 150 de dois anos atrás, segundo a Jumbo Shipping.

De acordo com o membro do conselho do armador, Fred Bernard Bedford, os valores podem cair ainda mais. O executivo afirma que os preços estão sob pressão devido ao excesso de oferta de capacidade, situação agravada pela falta de financiamento para grandes projetos petroquímicos e industriais.

Ao contrário das linhas de contêineres e transportadoras de carga reefer, as companhias do setor breakbulk não colocaram navios em lay-up e também não descartaram muitos tweendeckers. A previsão é de que a demanda de carga aumentará nos próximos dois anos, mas não haverá um aumento proporcional nas taxas de frete, por excesso de capacidade disponível no mercado. Desta forma, o segmento deve levar de cinco a sete anos para que os fretes atinjam níveis que permitirão retornar investimentos.

As taxas do setor breakbulk tradicionalmente seguem os valores de contêineres com uma defasagem de dois anos. Mas tal ligação foi interrompida por conta do descompasso entre demanda e capacidade de transporte. O mercado de contêineres sinalizou o início da recuperação a partir do final de 2009, mas o segmento de carga solta não atingirá a mesma campanha em 2012.

Porém, a demanda em setores-chave do breakbulk e carga pesada está se recobrando mais rapidamente do que o esperado, com alguns mercados próximos aos níveis registrados no perãodo anterior da crise econômica mundial. Empresas coreanas conquistaram de contratos de projetos de engenharia, compras e construção no Oriente Médio. A recuperação também é atestada na mineração, com aumentos de preços de commodities como o cobre, especialmente na América do Sul.