BE Petróleo apresenta panorama das principais licitações e contratos do segmento
O mercado subsea brasileiro terá um fim de ano movimentado, com uma série de licitações entrando na fase de recebimento de propostas e outras sendo lançadas, enquanto importantes contratos se iniciam ou chegam ao fim.
No próximo dia 29 a estatal receberá ofertas para fornecimento de umbilicais para os campos de Sépia e Iracema, no pré-sal da Bacia de Santos.
Para novembro estão previstas as entregas de propostas para prestação de serviços de interligação submarina (SURF) de Sépia, e de fornecimento de bens e serviços subsea para Mero 2 , também no cluster de Santos.
No mês seguinte, será a vez de os fornecedores apresentarem propostas em uma licitação de equipamentos para o projeto de revitalização de Marlim, na Bacia de Campos.
Nas próximas semanas, a Petrobras deve iniciar a fase de negociações relativa à concorrência do SURF de Mero 1. Entre os mais prováveis candidatos ao contrato estão a Allseas, McDermott, Saipem, Sapura, Subsea 7 e TechnipFMC.
A expectativa é que seja lançado em novembro o edital para contratar umbilicais de aço para o campo de Mero 1.
Enquanto isso, a estatal negocia contratos de linhas de controle para os projetos de Farfan e Roncador, nas bacias de Sergipe e Campos, respectivamente, e promove um bid para adquirir linhas flexíveis de injeção de gás.
Contratos
Entrou em vigor neste mês um contrato da Flexibrás (TechnipFMC) com a Petrobras para fornecimento de dutos flexíveis de exportação de gás. Com cinco anos de duração, o acordo foi fechado no valor de R$ 623 milhões.
No próximo dia 31 chega ao fim um contrato de supervisão e montagem de umbilicais submarinos entre a MfX e a estatal da ordem de R$ 12 milhões. A Oceaneering e a Prysmian também terão contratos de mesmo escopo – mas nos valores de R$ 15 milhões e R$ 19 milhões, respectivamente – terminando em janeiro e julho de 2019.
Também expiram até o fim do ano cerca de US$ 6 milhões em contratos de árvores de natal molhadas (ANMs) em nome das subsidiárias internacionais Petrobras Netherlands e Agri Development BV, além de três contratos da Oilequip para fornecimento de manifolds submarinos do Proef (Programa de Eficiência Operacional da Bacia de Campos) totalizando R$ 2 bilhões.
Cenário
Embora o Brasil deva se manter como principal mercado subsea nos próximos anos, o volume de encomendas dificilmente voltará a se equiparar com aquele projetado pela Petrobras nos primeiros anos após a descoberta do pré-sal.
A principal razão são os elevados níveis de produção por poço alcançados pela estatal em seus últimos projetos, reduzindo a necessidade de construção de estruturas adicionais e, consequentemente, de mais equipamentos submarinos.
Para se ter uma ideia, até hoje a Petrobras não esgotou as árvores contratadas via frame agreements junto à Aker Solutions, TechnipFMC e Cameron (Schlumberger), respectivamente compostos por 130, 60 e 40 unidades.
Para os próximos três anos, a previsão é que a petroleira demande cerca de 60 novas ANMs para seus projetos no pré-sal, incluindo as 12 verticais que serão fornecidas pela Aker Solutions para o campo de Mero .
Fonte: Revista Brasil Energia