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Empresa de cabotagem atribui resultado à estratégia com diretrizes de rotas mais sustentáveis e inteligentes e soluções integradas adotadas por grupo controlador.
A Mercosul Line economizou aproximadamente 537.000 toneladas de dióxido de carbono (CO2,) em suas operações de cabotagem no Brasil, em 2020. O volume equivale a 8.880.000 árvores plantadas, 215.915 caminhões em rotas mais eficientes e 176.425.000 quilômetros terrestres não percorridos. A empresa destacou que o resultado faz parte da estratégia de sua controladora, que adotou uma visão que expressa diretrizes de rotas de navegação mais sustentáveis e inteligentes, com soluções logísticas mais integradas e coerentes em terra, mar e no ar.
O conceito ‘Better Ways’, adotado pela empresa, prevê oportunidades mais rápidas, fluidas e intuitivas de inovação e digitalização, formas de desenvolvimento mais responsáveis e respeitosas a pessoas e ao planeta, e interações mais inclusivas com os membros da equipe. O CCO da Mercosul Line, José Roberto Duque, afirma que o grupo tornou-se um líder mundial em transporte e logística comprometido com a transição energética. “Temos outras ações ocorrendo em todo o mundo. O grupo escolheu gás natural liquefeito (GNL), atualmente a melhor solução disponível para melhorar o desempenho ambiental da navegação, para abastecer seus novos navios, enquanto continua seus esforços nas fontes de energia de amanhã”, destacou Duque à Portos e Navios.
Ele acrescentou que o grupo foi a primeira empresa de transporte de contêineres do mundo a abastecer seus navios com sucesso com biocombustível produzido com 20% de óleo vegetal reciclado e resíduos da natureza. O executivo mencionou ainda que a CMA CGM assinou um acordo com a Shell para fornecer milhares de toneladas de biocombustível marinho à sua frota. “Este valor inédito atribuído ao mercado permite que navios do grupo percorram cerca de um milhão de quilômetros”, salientou.
Recentemente, a CMA CGM anunciou o apoio à produção de 12.000 toneladas de biometano, o equivalente ao consumo de um ano de duas embarcações de 1.400 TEUs. O biometano é um gás verde renovável e pode reduzir as emissões de CO2 em pelo menos 67%. Para melhorar a pegada de carbono de sua logística, a empresa oferece um pacote de serviços que permite aos clientes analisar, reduzir e compensar o impacto ambiental.
A Mercosul Line conta com frota de nove navios no Brasil, dos quais cinco operados pela empresa, em três linhas diferentes (Braco, Plata e Nexco). A empresa atende um total de 11 portos e mais de 1.000 cidades com coletas e entregas aos clientes finais. Em 2020, o navio CMA CGM Aristote foi incorporado à frota para atender o serviço da Nexco com melhor tempo de trânsito. A manutenção da frota, de acordo com a empresa, é uma das prioridades, juntamente com a segurança de colaboradores, ativos e das cargas.
Duque disse que os investimentos no país continuarão, uma vez que a Mercosul Line e o Brasil são estratégicos para a CMA CGM. “Com o apoio do grupo CMA CGM, continuamos crescendo e, no ano passado, fomos a única empresa de cabotagem de contêineres a adicionar um novo navio”, frisou.
A maior parte das operações da empresa hoje é realizada na modalidade porta a porta. “Recolhemos o produto na planta/fábrica do cliente com o caminhão, levamos até o porto, transportamos até o porto mais próximo do destino, coletamos a carga no porto com outro caminhão e conduzimos a mercadoria até o destino final”, explicou Duque. A empresa considera a solução mais segura, competitiva em termos de custos, eficiente e ecologicamente responsável. “Saber aproveitar o melhor de cada mundo é a grande força da cabotagem. Nos dedicamos a acompanhar nossos clientes em cada etapa do caminho”, acrescentou.
Duque destacou que o país tem mais de 40.000 quilômetros de hidrovias potencialmente navegáveis, além de 34 portos, com cerca de 80% da população vivendo dentro de 200 quilômetros dos cerca de 8.000 quilômetros de costa e com produção centralizada em regiões específicas. Sob essa ótica, a Mercosul Line considera impossível deixar de pensar sobre integração dos modais.
Para a Mercosul Line, independente da definição e aprovação do projeto de lei da cabotagem (BR do Mar), o horizonte vem sendo de crescimento ano após ano, baseado em serviços de transporte marítimo e logística para acompanhar o desenvolvimento dos clientes. A empresa também acompanha de perto a situação dos acordos bilaterais de navegação no Mercosul, a fim de se adaptar às mudanças o mais rápido possível.
Duque defendeu que o transporte marítimo, além de ecologicamente melhor, é mais eficiente. “Olhando para o custo, por exemplo, o transporte marítimo oferece custo de seguro reduzido devido à baixa incidência de danos e perdas, alta capacidade de carregamento simultâneo, não prejudicando o tráfego e maior segurança tanto para a carga quanto para os envolvidos”, analisou.
Fonte: Revista Portos e Navios
