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Clippings - 21/06/13

Mercosul Line prevê crescer 20%

A Mercosul Line, empresa de cabotagem que atua no Brasil, prevê crescer 20% neste ano, quase o dobro do valor estimado. Se concretizado, vai passar de 105 mil Teus (contêineres de 20 pés) transportados no ano passado para 126 mil Teus neste ano, crescimento em linha com o que o mercado de navegação doméstica projeta, diz Roberto Rodrigues, principal executivo da empresa no Brasil.

A companhia é uma subsidiária da Maersk Line, líder mundial no transporte de contêineres no longo curso. Detém 18% do mercado de navegação doméstica no Brasil, fatia que deve se manter neste ano. A Mercosul tem escalas semanais fixas em seis portos, com dois navios próprios, além de atuar com uma terceira embarcação por meio de uma parceria com outros armadores.

A revisão de crescimento para cima se deu em razão dos bons resultados do primeiro trimestre, que avançaram 17%, puxada principalmente por aumento de cargas frigorificadas – sobe mais de 30% –, e por produtos siderúrgicos e papel. Há ainda boas perspectivas até o fim do ano no segmento de eletrônicos da Zona Franca de Manaus rumo ao Sudeste e Sul para vendas do Natal.

Os números incluem, além do transporte de cargas domésticas, o serviço feeder, assim denominada a distribuição de cargas internacionais que desembarcam num porto concentrador para portos menores.

A empresa aposta ainda na Lei do Descanso, que fixou intervalo para a jornada do caminhoneiro, esvaziando a vantagem competitiva do transporte rodoviário frente à cabotagem na longa distância. Muita coisa que é produzida em Manaus poderia descer de caminhão. A lei do motorista trouxe uma nova oportunidade para as empresas reavaliarem o seu mix de logística, diz Rodrigues.

No trecho entre os portos de Manaus e Santos, cita como exemplo, da coleta da carga na fábrica, passando pelo transporte entre os portos, até o desembarque e entrega da mercadoria no cliente, são cerca de 15 dias. Em média dois a mais que no caminhão.

Mas tem o benefício de o custo total na cabotagem ser até 15% mais barato, pondera Rodrigues. Essa diferença diz respeito a economias com avaria da carga, que no transporte rodoviário é maior, e no custo do seguro contra roubo de cargas, também alto para quem usa as rodovias.

Rodrigues cita ainda os benefícios ambientais e sociais que a opção pela cabotagem traz, com a redução das emissões de gases nocivos ao meio ambiente, questão especialmente relevante entre multinacionais que têm metas para adotar soluções sustentáveis.

Atualmente, a indústria opera com mais de 20 navios com capacidade anual para transportar 800 mil Teus, uma ampla oferta para uma demanda de 550 mil Teus, realizada em 2012.

O governo quer elevar a participação do setor de cabotagem no mercado logístico local dos atuais 12% para 25%, impulsionando a competitividade e a integração inter-regional. Em nossa opinião, isso significa que o mercado tem potencial para acrescentar mais de 1,5 milhão de Teus/ano, reduzindo a frota de caminhões nas estradas brasileiras em 1 milhão, disse.