A contratação da SBM para o afretamento do FPSO de Mero 2 já está sendo analisada pelos diretorias da Shell, Total, CNPC e CNOOC, sócias da Petrobras no projeto de partilha da produção na Bacia de Santos. A expectativa é que o contrato entre a petroleira brasileira e a empresa operadora de FPSOs seja assinado em junho.
A SBM apresentou o menor preço na licitação da Petrobras, com taxa inferior a US$ 720 mil/dia, desbancando a Modec, que teria ofertado valor superior a US$ 800 mil/dia. Assim que o afretamento for aprovado pelos sócios, o contrato será encaminhado para homologação final da petroleira brasileira, operadora do ativo no pré-sal.
A assinatura do contrato marcará o retorno da SBM depois um longo período de bloqueio junto à Petrobras. O grupo ficou impedido de assinar novos contratos com a petroleira brasileira por três anos, em função de escândalos de corrupção, sendo liberado apenas no final de 2018, após fechamento de acordo de leniência com autoridades brasileiras.
O FPSO de Mero 2 terá capacidade para produzir 180 mil b/d de petróleo e comprimir 12 milhões de m³/d de gás. A unidade ficará afretada pelo prazo de 22 anos e cinco meses e terá que estar pronta para operação em 2022.
A primeira unidade definitiva de Mero está sendo construída pela Modec, na China. Batizado de FPSO Guanabara, o sistema entrará em operação em 2021.
Fonte: Revista Brasil Energia