Meta da indústria naval brasileira é competir globalmente
São Paulo (SP) – Estimuladas pela exploração offshore de petróleo, armadoras brasileiras vivenciam um momento de expansão, e aproveitam para especializar mão de obra, consolidar clusters marítimos e fortalecer o investimento em pesquisas.
“O objetivo é atuar globalmente e competir com países asiáticos, que têm presença recente no mercado naval”, afirma presidente da Brasil Supply, José Ricardo Roriz Coelho.
O plano, de acordo com o empresário, é investir nos próximos cinco anos em embarcações complexas, como os AHTS e os PSV 4500, os quais utilizam equipamentos sofisticados e exigem uma tripulação altamente qualificada.
Fabricação nacional
Os navios da companhia são produzidos em estaleiros nacionais, com índices mínimos de 60% de nacionalização e navegam com bandeira brasileira. É o caso do BS Maresias, que será inaugurado no próximo dia 10 de outubro, no Rio de Janeiro.
Trata-se da quarta de um total de 17 que a empresa irá fabricar no âmbito do Plano de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo (Prorefam), criado pela Petrobras para atender às demandas do pré-sal.
Construída no Guarujá (SP), a embarcação tem motores de alta rotação e sistema de propulsão waterjets (hidrojatos), é feita de alumínio e voltada ao transporte de pessoas e pequenas cargas.
“É uma embarcação arrojada e eficiente, que pode ser empregada em qualquer campo mundial de exploração de petróleo, como o Golfo do México e o Mar do Norte”, afirma Roriz.