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Clippings - 01/09/10

(MG) – Orteng acha gás na Bacia do São Francisco

Poço é a primeira descoberta na região após o fim do monopólio estatal, e deve abrir nova fronteira exploratória.

A Orteng anunciou ontem a descoberta de indícios de gás natural na Bacia do São Francisco no norte de Minas Gerais. Trata-se da primeira descoberta na região após o fim do monopólio estatal, abrindo nova fronteira exploratória no País. A empresa evita projeção de reservas, mas está otimista em relação ao resultado. A gente espera coisa grande, disse o gerente de óleo e gás da Orteng, Frederico Macedo.

O poço está sendo perfurado no bloco exploratório SF-T-132, arrematado na 10.ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2008, e tem como objetivo final uma profundidade de 2,4 mil metros. A descoberta anunciada ontem foi feita em um objetivo secundário, a 1,4 mil metros de profundidade. Estamos finalizando os cálculos sobre a vazão do poço e teremos mais detalhes em breve, contou Macedo.

A Bacia do São Francisco ainda é considerada uma bacia de nova fronteira, por ter pequena atividade exploratória. O poço do SF-T-132 é o primeiro perfurado pelo consórcio formado por Orteng, Codemig, Imetame Energia e Delp Engenharia. A descoberta foi feita no município de Morada Nova de Minas, a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte. Além dessas empresas, Petrobrás, Shell e Petra têm concessões na região.

Segundo especialistas, a Bacia do São Francisco tem grande potencial para reservas de gás natural, que costuma vazar pelo leito dos rios da região. A principal dúvida é se há reservatórios de grande porte. O fato de termos chegado a um reservatório já é uma vitória. Temos outras formações parecidas com esta na concessão, afirmou Macedo, dizendo que o consórcio terá de rever seus planos de investimentos após a descoberta.

O desenvolvimento de projetos de gás na região pode ser facilitado pela proximidade com grandes mercados consumidores, como Belo Horizonte e o Vale do Aço, que hoje consomem gás natural produzido nas bacias de Campos ou do Espírito Santo, levado através de um gasoduto que liga a Refinaria Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, à capital mineira.

Há três semanas, a OGX, do grupo empresarial de Eike Batista, também anunciou descoberta de gás natural em uma nova fronteira exploratória do País, a Bacia do Parnaíba, no Maranhão. Menos cauteloso, Eike disse ter encontrado meia Bolívia na região, com reservas de até 15 trilhões de pés cúbicos de gás, o suficiente para dobrar as reservas brasileiras do combustível.