O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que a Companhia Docas não teria dificuldades para conseguir rapidamente um complemento da licença ambiental, que permitiria o remanejamento do píer em Y para um outro trecho da Zona Portuária, reduzindo os impactos na paisagem da região.
Em entrevista ao GLOBO, na quarta-feira, o presidente de Docas, Jorge Mello, admitiu que o projeto poderia sofrer modificações, mas argumentou que havia o risco de atrasos na conclusão da obra prevista para as
Olimpíadas.
Segundo ele, a área para a ancoragem de navios precisa ser remodelada a fim de receber cinco
transatlânticos com capacidade para 10 mil leitos. Ele alegou que um dos principais entraves era a questão ambiental.
Anteontem, o prefeito Eduardo Paes decidiu negociar a localização do píer diretamente com a União. Depois de conversar por telefone com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Paes enviou ontem a Brasília uma proposta de deslocamento da estrutura para os armazéns 6 e 7.
Ele afirmou que o município está disposto a ajudar Docas com recursos, caso as despesas com a dragagem do canal de entrada no Porto
sejam maiores do que as do projeto original, situado entre os armazéns 2 e 3 Na versão de Docas, um novo estudo de impacto ambiental (EIA/Rima) também seria necessário. Minc
negou:
– O meio ambiente não é problema e não pode servir de desculpa nesse caso. Se a discussão é a demora para o licenciamento ambiental, não há empecilho. Em dois meses, o estado aprova um complemento dos estudos ambientais feitos para o Píer em Y.
No relatório, Paes incluiu imagens de como ficaria o píer no local proposto pela prefeitura e apelou para a necessidade de um projeto à altura dos investimentos na Zona Portuária.