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Clippings - 27/09/13

Mineradora B&A defende licença ambiental mais rápida a projeto pequeno

BELO HORIZONTE – A B&A Mineração, uma sociedade entre o banco BTG Pactual e o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, defende que o Brasil tenha programas de licenciamento ambiental para projetos minerais de pequeno porte, como acontece no Chile.

“Isso acelera e garante que o projeto terá um custo menor de implantação. Hoje, o processo de licenciamento tem prazo muito longo, alguns projetos levam cinco, sete anos [para serem licenciados]. Isso para um pequeno minerador é um desafio muito grande”, disse o presidente da B&A, Eduardo Ledsham,em painel sobre agrominerais no 15º Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte.

O executivo afirmou que, em minério de ferro, a B&A avalia oportunidades no Brasil e na costa Oeste da África. “Nosso foco é trabalhar e avaliar oportunidades de minério com foco em qualidade, não tanto em tamanho, acreditamos que isso pode ser um diferencial.”

Ledsham disse que, no segundo trimestre de 2014, a empresa deve colocar em prática um projeto no Pará que vai produzir 150 mil toneladas de fosfato calcinado por ano. A vida útil estimada para o projeto é de dez anos, mas segundo o executivo é possível dobrá-la. O investimento total no projeto é de R$ 70 milhões.

Projetos na África

A B&A continua analisando possibilidades de negócios na África. A empresa já havia anunciado seu interesse em uma jazida de minério de ferro na Guiné, mas, segundo Ledsham, há também outros ativos sendo estudados.

“Estamos olhando o Oeste africano, não só na Guiné, mas outros pontos”, disse Ledsham. “Estamos avaliando oportunidades desde a Mauritânia até Angola. Para minério de ferro e também oportunidades em cobre e fosfato.” O executivo disse que ainda não pode dar detalhes dessas negociações por força de compromissos de confidencialidade.

Em fevereiro, em um evento de lançamento da B&A, também em Belo Horizonte, Agnelli (ex-presidente da Vale) disse que sua empresa estava em conversações com a BHP sobre a aquisição da reserva minério de ferro de Monte Nimba, na Guiné, e que se tratava de “uma aposta de longo prazo, que tem todas as restrições de logística, toda uma negociação com o governo”.

A vantagem de um eventual negócio, segundo disse à época, seria a possibilidade de a B&A acessar a uma jazida de alta qualidade, semelhante à de Carajás, no Pará, explorada pela Vale.