A Vale recebeu neste mês de julho mais um navio Valemax do estaleiro chinês Jiangsu Rongsheng Heavy Industries. Trata-se do Ore Majishan, embarcação capaz de transportar até 395 mil toneladas de minério. Ele é o nono de 12 navios Valemax encomendados pela Vale em 2008. A entrega foi realizada em 11 de julho, na cidade de Zhoushan, na China. O Ore Majishan está a caminho do Terminal Ponta da Madeira (TPM), porto da Vale em São Luís, com previsão de chegada à Baía de São Marcos para o dia 20 de agosto. Durante a entrega do mineraleiro, o CEO do Jiangsu Rongsheng Heavy Industries, Chen Qian, e o gerente da Vale em Cingapura, Pietro Allevato, assinaram um protocolo de entrega e aceitação.
O navio partiu de Zhoushan rumo ao Brasil em 13 deste mês para realizar sua viagem inaugural, com parada prevista em Cingapura para fins de abastecimento de combustível. O navio junta-se à frota da Vale, que conta até agora com 31 Valemax, sendo 16 próprios e 15 afretados de outros armadores. Ao ser apresentado, o novo gigante dos mares teve seu nome trocado de Vale Majishan para Ore Majishan. A mineradora Vale não explicou o motivo da mudança e nem a bandeira que o agora Ore Majishan vai exibir em seu mastro principal.
A troca de títulos no entanto não é nenhuma novidade entre os valemax. O Majishan é apenas o último a sofrer tal mudança em sua nomeclatura. Para ser mais exato, o 17 entre todos os demais que foram renomeados recentemente. Neste ano, além do Majishan, o primeiro da frota, o Vale Brasil também foi rebatizado, e agora é Ore Brasil. Nessa situação também estão o Ore Korea, o Ore China, Ore Dalian, Ore Shandong, Ore Caofeidian e o Ore Tianjin.
Em novembro de 2013, foi divulgada a notícia de que a estatal chinesa Shandong Shipping Corporation havia assinado um acordo de US$ 500 milhões com a mineradora Vale para operar quatro dos navios gigantes da companhia, de acordo com nota da agência oficial de notícias Xinhua. Em razão desse acordo, foram renomeados os navios Vale Rio de Janeiro, que agora é denominado Shandong Da De, o Vale Malaysia (Shandong Da Ren), o Vale Carajás (Shandong Da Cheng) e o Vale Minas Gerais (Shandong Da Zhi). Neste ano, quatro outros Valemax foram renomeados, perdendo a denominação “Vale”, substituída pela partícula “Sea”. Assim navegam os navios: Sea Espírito Santo, Sea Indonésia, Sea Fujiyama e Sea Tubarão.
Frota – De acordo com o noticiário especializado em logística, o projeto original da Vale para os navios Valemax previu a construção de 35 supercargueiros de 360 metros de comprimento e capacidade para transportar 400 mil toneladas. Destes, 19 embarcações foram diretamente encomendadas pela Vale a estaleiros da Coreia do Sul e da China. O restante foi encomendado por empresas de logística que se comprometeram a transportar o minério da Vale por, pelo menos, 25 anos. O custo dos navios foi avaliado, na época (2008), em US$ 4 bilhões.
Mais – Fato curioso a respeito dos navios da Vale é que a mineradora já chegou a operar, por meio da Navegação Vale do Rio Doce (Docenave), sua subsidiária de navegação, a terceira maior frota mundial de graneleiros. Em 2001, ano em que Roger Agnelli assumiu a presidência da mineradora, a Docenave foi vendida, como outros ativos não considerados o negócio principal, como participações em empresas de celulose, siderurgia, fertilizantes e florestas. Em junho daquele ano, a Vale informou ao mercado ter vendido 14 dos 17 navios de sua frota, pelo valor total de US$ 134,7 milhões. Em setembro, concluiu a venda do restante da frota. Fundada em 1962, a Docenave chegou a operar com carga geral, o que não impediu que fechasse no vermelho no final da década de 1990.