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Clippings - 06/01/14

Minério de ferro começa o ano com preço em alta

O mercado de minério de ferro começou 2014 com os preços apontados para cima. Depois de uma queda de 7,4% no ano passado, a cotação da commodity vem subindo com impactos na oferta. Condições ruins de tempo estão reduzindo as exportações de minério da Austrália e no Brasil, segundo e terceiros maiores produtores do mundo, respectivamente, atrás somente da China.

Em dez dias, o preço passou do patamar de US$ 132 por tonelada para US$ 135 por tonelada (ontem). No fechamento de 2013, terminou em US$ 134,2 por tonelada. Em fevereiro do ano passado, atingiu a máxima anual em US$ 158,90 e, em maio, caiu à mínima de US$ 110,40 por tonelada. No segundo semestre, teve preço médio de US$ 133 por tonelada, sustentado pela demanda firme das siderúrgicas chinesas. Para este ano, as estimativas de analistas que acompanham o setor variam de US$ 120 a US$ 135 por tonelada.

A piora das condições climáticas já prejudicou a oferta do minério em anos anteriores, na mesma época. Desta vez, os problemas foram mais intensos na Austrália por causa do ciclone Christine, que atinge o país nesta semana. Portos tiveram suas atividades interrompidas, incluindo o Port Hedland, o maior do país para a exportação do minério de ferro. As empresas que mais utilizam o porto são a BHP Billiton, a Fortescue Metals e a Atlas Iron. Rio Tinto e BHP já informaram que interromperam seus embarques por conta do tempo.

O porto de Hedland e nossa mina Yarrie estão em alerta azul, e nós estamos assegurando a infraestrutura portuária, ferroviária e da mina e protegendo os equipamentos nesses locais, informou a BHP em nota. A Rio Tinto disse que mantém as operações de mineração e ferroviárias, mas o carregamento dos navios parou nos portos Cape Lambert e Dampier.

No Brasil, a Vale declarou força maior na sexta-feira passada em uma série de contratos por causa das fortes chuvas na região Sudeste. Segundo a mineradora, inundações e deslizamentos de terra afetaram a capacidade de transporte. A empresa calcula uma redução de até 4 milhões de toneladas em seus embarques em 2013. Mas diz que ainda no primeiro trimestre de 2014 poderá recuperar até 2 milhões de toneladas. Analistas da Ativa Corretora consideram que a situação é neutra para as ações da Vale e comentam que o volume que a companhia deixou de vender corresponde a apenas 1% do total anual. (Com Dow Jones)