O Ministério dos Transportes lançou chamada pública para a apresentação de estudos complementares de quatro trechos ferroviários do programa de concessões anunciado pela presidente Dilma Rousseff em agosto de 2012. Empresas interessadas têm até seis meses para entregar estudos de viabilidade econômica e financeira das seguintes ferrovias: Açailândia (MA)-Barcarena (PA), Anápolis (GO)-Corinto (MG), Estrela D’Oeste (SP)-Dourados (MS) e Belo Horizonte (MG)-Guanambi (BA).
Esses trechos faziam parte do pacote lançado em 2012. O governo, no entanto, não conseguiu levar as licitações adiante e resolveu aprofundar os estudos para calibrar aspectos como valor dos investimentos e traçado das linhas. Em entrevista ao Valor, em dezembro do ano passado, a então ministra-chefe da Casa Civil e atual senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) já havia antecipado que esse seria o caminho a seguir.
Outros dois trechos, que não estavam contemplados originalmente no programa de concessões, foram acrescentados e terão também estudos desenvolvidos pelo setor privado: Sinop (MT)-Miritituba (PA) e Sapezal (MT)-Porto Velho (RO). Para esses trechos, haverá prazo maior de desenvolvimento dos estudos: oito meses.
Enquanto isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu mais um passo para a implantação do novo modelo do setor, ao publicar uma resolução que cria a figura do operador ferroviário independente (OFI). Esse operador poderá prestar o serviço de transporte de cargas usando as novas estradas de ferro que serão construídas.