O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Alberto Sánchez Fernández, e representantes da estatal boliviana YPFB devem cumprir agenda em Santa Catarina no próximo mês para negociação de novos contratos de suprimento. Os encontros foram programados a partir de missão técnica realizada pelo presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl, que esteve, recentemente, no país vizinho durante evento internacional com representantes de empresas e instituições do setor energético.
A YPFB é uma das quatro potenciais empresas supridoras que seguem na terceira fase da chamada pública de gás natural para atender ao estado de Santa Catarina a partir de abril de 2020, além da Petrobras, Shell Brasil e Total E&P do Brasil. O primeiro e atual contrato de suprimento da SCGÁS foi firmado em 1996 com a Petrobras e corresponde à modalidade Transportation Capacity Quantity (TCQ), que está vinculado originalmente ao fornecimento do gás natural da Bolívia via importação feita pela estatal brasileira.
Segundo a SCGás, o estado trabalha há pelo menos cinco anos com a tarifa de gás natural mais barata do país, sendo até 40% inferior em alguns segmentos de consumo em comparação com outras unidades da federação.
“Isso se deve ao fato de a SCGÁS não ter aderido à nova política de preços da Petrobras, fazendo valer as cláusulas contratuais assinadas em 1996, diferentemente das demais distribuidoras do Brasil”, explicou a empresa, em comunicado divulgado na sexta-feira (23/8).
Com o término do vigente contrato de suprimento, a tendência é que a precificação do energético fique mais equilibrada com o restante do país. A chamada pública acontece para gerar concorrência entre os ofertantes e possibilitar a escolha mais competitiva e segura para atender o mercado catarinense, acrescentou a distribuidora.
Fonte: Revista Brasil Energia