Na última visita feita a Santarém (PA), semana passada, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, enfatizou a necessidade da estruturação portuária da cidade e a conclusão da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
“Estruturar o Porto de Santarém é importante para a economia do nosso país, para a geração de emprego, para agregação de valor e para desafogar os portos de Santos e Paranaguá”, colocou.
Segundo o ministro, a economia começa com o escoamento da produção do norte de Mato Grosso. Com o Porto de Santarém, a produção do estado pode ser escoada de lá e não do Porto de Paranaguá, que está a mais de 2.600 km. Uma economia que pode ser superior a 50% do custo de produção vinculado ao frete.
“Viabilizar a produção agrícola é investir em logística e infraestrutura”, frisou Geller.
O Porto fluvial de Santarém respondeu por cerca 3% das exportações de grãos do Brasil em 2013. Com a expansão, a expectativa é ampliar em 535,6% da carga total do Porto de Santarém até 2030, crescimento que deve-se à localização favorável do porto, próximo às regiões produtoras de grãos, diminuindo os custos com transporte.
A previsão de escoamento pelo Arco Norte (Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão) nesta safra de 2014/2015 é de 26 milhões de toneladas, sendo 17 milhões de toneladas de grãos só do estado do Mato Grosso.