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Clippings - 18/04/22

Minoritários ampliam o número de assentos na Petrobras 

Marcada por conflitos, Assembleia Geral Ordinária da Petrobras elege ainda Marcio Weber para presidir o Conselho de Administração e outros conselheiros

Créditos: Agência Petrobras

José Mauro Coelho foi eleito, na quarta-feira (13/3) membro do Conselho de Administração (CA) da Petrobras e deverá tomar posse como presidente da petroleira na quinta-feira (14/4), em cerimônia programada para ser realizada na parte da tarde. O nome do executivo foi aprovado durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da companhia, que também elegeu Márcio Weber para presidir o CA da empresa.

Na queda de braço com minoritários, após a crise dos preços dos combustíveis e toda a repercussão em torno das indicações e das renúncias de Adriano Pires e Rodolfo Landim, o governo perdeu espaço no colegiado. O CA passará a contar com quatro representantes dos minoritários, ante o número anterior de três conselheiros, e seis conselheiros indicados pela União, além de Rosangela Buzanelli, representante dos funcionários, eleita recentemente para cumprir novo mandato. Na formação anterior, o governo detinha sete assentos.

Marcada por embates e tumultos, a AGO foi realizada online e se estendeu por cerca de oito horas. O processo de eleição dos novos membros do Conselho só deslanchou três horas depois do início da assembleia.

Os primeiros conselheiros eleitos na AGO foram Marcelo Mesquita de Siqueira Filho, que cumprirá novo mandato, e Daniel Alves Ferreira, ambos indicados pelos minoritários. 

Indicados pelo governo, José Mauro Coelho e Márcio Weber foram eleitos pelo sistema de voto múltiplo, junto com Murilo Marroquim, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Ruy Flaks Schneider e Luiz Henrique Caroli. Do lado dos minoritários, José João Abdalla Filho e Marcelo Gasparino da Silva também foram eleitos sob a sistemática de votação múltipla, no mesmo pacote.

Os mandatos dos conselheiros serão de dois anos, sendo que, na prática, o tempo de duração da gestão dependerá, de fato, do resultado das eleições presidenciais.

Márcio Weber foi aprovado para presidir o Conselho de Administração  por todos os votantes. O executivo substituirá o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que comandava o colegiado desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro.

José Mauro ocupará o assento do general Joaquim Silva e Luna, sendo o 40º presidente da petroleira.

De fora

O governo não conseguiu eleger Carlos Eduardo Lessa Brandão e Luiz Henrique Caroli. Karrer, segundo rumores, havia sido indicado com o apoio de Rodolfo Landim.

Do lado minoritários, ficaram de fora, sem conseguir se eleger, Ana Marta Horta Veloso, Rodrigo de Mesquita Pereira e Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis.

A AGO durou mais de oito horas e garantiu ainda a eleição dos membros do Conselho Fiscal da Petrobras. O colegiado será formado por Agnes da Costa, Sérgio Henrique Souza, Janete Mol, Michele Torres e Patrícia Stierli.

Manobra do governo

Optando mais uma vez por uma manobra questionável, o governo solicitou a retirada da pauta que previa a votação de mudanças no estatuto social da Petrobras, voltadas a fortalecer ainda mais as regras de governança da companhia. A União argumentou que era necessário mais tempo para avaliar a proposta.

A estratégia irritou os minoritários, mas a despeito da reação negativa o presidente da AGO, Francisco Costa e Silva optou por encerrar a assembleia sem apreciar a pauta.

“Tiraram da pauta. Isso foi um vexame”, exclamou uma alta fonte da petroleira.

Entre as alterações que seriam propostas para dar maior respaldo à Petrobras estava a exigência de que o diretor da área de Governança & Conformidade só poderia ser contratado ou  demitido da empresa com ⅔ dos votos. Pelas regras atuais, é necessário apenas maioria simples dos votos.

Além da eleição dos membros do CA e do CF, a AGO aprovou também o resultado financeiro da empresa do ano passado. Foi apreciado ainda o plano de  remuneração dos administradores da companhia, que envolverá um volume total de recursos de quase R$ 40 milhões.

Fonte: Brasil Energia