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Clippings - 05/09/18

Missão de não convencionais em outubro

Governo acerta data da comitiva para Neuquén, mas já admite instalação do piloto somente em 2019

O Ministério de Minas e Energia comandará no período de 1º a 5 de outubro a missão de governo que visitará instalações de baixa permeabilidade na região de Vaca Muerta, na bacia de Neuquén, na Argentina. A data da comitiva foi marcada recentemente, mas até o momento não há definição sobre o campo que será visitado.

A escolha do campo está sendo feita pelo MME em parceria com a Arpel (Associação Regional de Empresas do Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis na América Latina e Caribe. A tendência é de que seja escolhido um projeto da região operado pela YPF, Tecpetrol ou Petrobras.

A comitiva já tem confirmada a participação de 24 executivos do governo e será liderada pelo secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, João Vicente Vieira. Estarão presentes representantes do MME, ANP, EPE, dos ministérios de Meio Ambiente e de Relações Exteriores, Finep e governo da Bahia. O governo tenta confirmar a presença de executivos dos governos de Minas Gerais, Paraná e do Maranhão e do Ministério Público.

A missão integra uma das iniciativas do Reate (Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres) e seguirá o mesmo modelo da visitação feita aos EUA no fim do ano passado, quando um grupo esteve na Universidade West Virgínia para um treinamento coordenado pelo projeto MSEEL.

Embora tenha conseguido fechar a data da missão, o governo não vê mais tempo hábil para a implantação até o fim do ano do Poço Transparente, projeto piloto de não convencional no Brasil, programado para ser executado pela indústria com o apoio dos governos estaduais da Bahia ou do Maranhão. A proposta do MME é agilizar todos os trâmites necessários ao projeto, visando garantir sua implantação em 2019.

O MME vem conversando informalmente com a Imetame, Alvopetro, Eneva e outras petroleiras, que possuem ativos deste tipo e estão impossibilitadas de fazer qualquer tipo de atividade por conta das restrições ambientais. Para que o projeto piloto possa ser implantado será preciso a emissão de uma licença estadual especial e a viabilização de verba de P&D, através da Finep e da ANP.

Fonte: Revista Brasil Energia