Comitiva de governo levou 29 representantes ao campo de Fortin de Piedra, na região de Vaca Muerta
O Ministério de Minas e Energia irá concluir até o fim desta semana o relatório da missão governamental que avaliou ativo de recursos não convencionais na Argentina. O campo visitado em outubro foi o de Fortin de Piedra, operado pela Tecpetrol e localizado na região de Vaca Muerta, na bacia de Neuquén, na Argentina.
Assim, o documento está sendo elaborado pelo secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, João Vicente de Carvalho Vieira, e será entregue ao ministro Moreira Franco e ao secretário executivo do MME, Márcio Félix.
Organizada pelo secretário de Petróleo, no período de 1º de outubro ao dia 4, a missão ao campo de Fortin de Piedra foi formada por 29 executivos, sendo 21 representantes do governo federal e oito executivos dos governos da Bahia e do Maranhão. O grupo contou com representantes dos ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Relações Exteriores e de Ciência, Tecnologia, inovações e Comunicações, PPI, Ibama, EPE, Finep, ANP e ANA.
Na avaliação de João Vicente de Carvalho Vieira, a visita ao projeto foi importante para reforçar a relevância do desenvolvimento do mercado de não convencionais na Argentina. O campo de Fortin de Piedra produz hoje 12 milhões de m3/dia de gás, ou seja, pouco menos do volume que o Brasil importa da Bolívia.
“O shale na região de Vaca Muerta já responde por uma produção total de 20 milhões de m3/dia de gás. Há um ano, a produção de Fortin de Piedra era de apenas 500 mil m3/dia e o projeto é atingir a marca de 15 milhões de m3/dia, daqui a cerca de um ano”, detalha Vieira.
Esfera estadual
O entendimento do MME é de que a questão da produção não convencional no Brasil precisa ser encaminhada a partir da esfera estadual, com o apoio do governo federal. Um dos planos do ministério é implantar o Poço Transparente, projeto piloto programado para ser executado pela indústria com o apoio dos governos estaduais da Bahia ou do Maranhão.
O planejamento original previa a instalação do sistema em 2018, mas o plano já foi adiado para 2019. A instalação do projeto precisará ser encampada pelo novo ministro de Minas e Energia e demandará mudanças na legislação do estado que vier a abrigar o projeto.
Fonte: Revista Brasil Energia