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Presidente da Emap contou que transição das áreas brownfield deve ocorrer até novembro e que projetos das áreas greenfield devem vir na sequência.
A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) projeta que as primeiras áreas arrendadas destinadas à movimentação e armazenagem de granéis líquidos licitadas em abril devem começar a ser mobilizadas antes do final do ano. O presidente da Emap, Ted Lago, contou que a transição das áreas brownfield deve ocorrer até novembro e que a autoridade portuária está dando suporte às empresas que vão se instalar no Porto do Itaqui (MA). Ele acrescentou que os projetos das áreas greenfield devem vir em seguida.
“As obras dos greenfield devem vir na sequência, pois as empresas sinalizaram que querem começar o quanto antes”, disse Lago à Portos e Navios. Ele acredita que os empreendedores estejam interessados em tocar as obras no curto prazo, pois existem tancagens adicionais já contratadas.
A Santos Brasil Participações arrematou três das quatro áreas no Porto de Itaqui (MA) licitadas no leilão de abril. A empresa venceu as disputas pelos arrendamentos IQI-03, IQI-11 e IQI-12 neste certame. A área IQI-13, mais disputada dos quatro arrendamentos, ficou com a Terminal Químico de Aratu (Tequimar), do grupo Ultra. Também em 2021, a Ultracargo concluiu a expansão de um terminal no Porto do Itaqui (MA), que alcançou 155 mil m³ de capacidade.
Lago avaliou que os últimos certames consolidaram a presença da Ultracargo no porto, além de trazer um forte player para o Nordeste e para o segmento de granéis líquidos: a Santos Brasil, que arrematou três áreas. “Havia incerteza em lançar quatro terminais simultaneamente, em período de pandemia. Mas apostamos em colocar quatro áreas e foi muito certo. São empresas com visão estratégica que estão vislumbrando o cenário pós-pandemia”, destacou.
A Emap estima que, nos últimos três anos, houve um montante superior a R$ 1 bilhão em investimentos em tancagem e modernização de linhas, dutos e em berços. Lago diz que o Porto do Itaqui tem como vantagens a localização geográfica, a profundidade dos berços e as conexões ferroviárias. A expectativa é que o desenvolvimento do agronegócio e a expansão da malha ferroviária ajudem a ampliar a hinterlândia do porto em direção a mercados do Centro-Oeste. “Esperamos que, até o início de 2025, tenhamos outra realidade da exportação de grãos e possibilidade de levar combustíveis e fertilizantes para dentro dessa hinterlândia”, afirmou.
Para a Emap, a visão do mercado é que existe uma demanda crescente puxada pelo agronegócio. A autoridade portuária considera que, junto com os fertilizantes, os combustíveis andam de mãos dadas com o crescimento de grãos. “Estamos num ciclo virtuoso puxado pela demanda mundial por proteínas”, disse Lago.
Fonte: Revista Portos e Navios
