A Modec converterá o casco do FPSO de Búzios V na China, deixando para o Brasil a montagem e integração dos módulos da plataforma. A estratégia é a mesma dos últimos contratos firmados com a Petrobras.
Depois de um longo período de negociação direta, as japonesa assinou, na segunda-feira (17/6), carta de intenção para o afretamento da unidade, programada para entrar em operação no campo da cessão onerosa em 2022.
A Modec ainda não definiu os estaleiros responsáveis pelas obras. No Brasil, a empresa costuma trabalhar em parceria com o Brasfel, em Angra dos Reis (RJ). No início deste ano, a japonesa contratou o Estaleiros do Brasil (EBR) para fabricação e montagem de módulos do FPSO Guanabara, que será instalado no campo de Mero.
Búzios V será instalado na parte norte do campo, em lâmina d´água de 1,9 mil m, a cerca de 180 km da costa. Capacitada para produzir 150 mil bopd e comprimir 6 milhões de m³/d de gás natural, a unidade será projetada para receber até 15 poços. O prazo de afretamento é de 21 anos, prorrogáveis por igual período.
A Petrobras e a Modec não revelam o valor do contrato, mas fontes indicam uma taxa diária ao redor de US$ 715 mil. A operadora japonesa apresentou o segundo menor preço na licitação e começou a negociar diretamente com a petroleira em fevereiro, depois que a Exmar foi descartada do processo.
O preço original da Modec na licitação foi de US$ 815 mil/dia. Novata nas licitações de FPSOs no Brasil, a Exmar ofertou diária de US$ 635 mil, mas não conseguiu fechar o financiamento.
O primeiro óleo da fase 5 de Búzios, na área da cessão onerosa, estava originalmente marcado para 2021, mas, diante dos problemas na licitação, a Petrobras prorrogou o prazo por um ano.
Além de Búzios V, a Modec converte para a Petrobras os FPSOs Guanabara, que será instalado em Mero 1, e Carioca, destinado a Sépia, ambos com entrada em operação prevista para 2021.
Fonte: Revista Brasil Energia