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Clippings - 16/01/20

Modec : Carteira recheada

Divulgação Modec

Modec está próxima de alcançar a marca de oito FPSOs em construção simultânea

Por Claudia Siqueira    Última atualização em 15/01/2020

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A Modec vai superar, em breve, seu recorde de execução de obras concomitantes de FPSOs. Com a assinatura, na última sexta-feira (10/1), de um contrato com a Woodside Energy para construção de uma unidade para o campo de Sangomar, no Senegal, e a iminente formalização do afretamento da plataforma de Carcará, com a Equinor, o grupo japonês passará a gerenciar oito FPSOs em construção, ante o máximo de sete anteriormente alcançado.

Contratados pela Petrobras (quatro), Equinor (uma), Eni (uma), Woodside (uma) e Conoco Phillips (um), os FPSOs serão entregues entre 2021 e 2024. Dentre eles, cinco são destinados ao Brasil, sendo que o FPSO de Carcará será a maior unidade de produção do mundo, com uma planta com capacidade para produzir 220 mil bopd e processar 15 milhões de m³/d de gás natural.

Cinco dos contratos são de EPCI (Engineering, Procurement, Construction and Installation) com serviço de afretamento, dois de EPCI e um sob o modelo de BOT (Build Operate Transfer), prevendo a operação da unidade pelo prazo de até um ano. Os contrato dos FPSOs de Carcará e o de Barossa, contratado pela Conoco Phillips para Austrália, serão desenvolvidos a partir da construção de cascos novos, estratégia que deve ser replicada no projeto da Woodside.

O primeiro da lista a ser entregue será o FPSO Carioca, que vai operar para a Petrobras na área de Sépia, no cluster de Santos. Capacitada para produzir 180 mil bopd, a unidade ficará a fretada por 21 anos.

Em seguida, já no segundo semestre de 2021, será a vez do FPSO Guanabara, primeira unidade definitiva do campo de Mero, também capacitada para produzir 180 mil bopd no ativo operado pela Petrobras, em parceria com a Shell, Total, CNPC e CNOOC, durante 22 anos. No mesmo período, será entregue o FPSO Miamte, contratado pela Eni para um projeto no México por 15 anos.

Em 2022, outras duas unidades destinadas a projetos da Petrobras serão concluídas: o FPSO Almirante Barroso (150 mil bopd), que será instalado no campo de Búzios, em Santos, e o FPSO Anita Garibaldi (80 mil bopd), que vai operar em Marlim, na Bacia de Campos.

Em 2023, a Modec concluirá a obra dos FPSOs Barossa e do projeto do Senegal. Em 2024, ocorrerá a entrega do FPSO de Carcará.

Novos negócios

Mesmo com a carteira cheia, a Modec avalia a possibilidade de disputar o contrato de afretamento do FPSO de Mero 3, em licitação pela Petrobras. Com o cronograma contemplando a entrega de três unidades em 2021, haveria espaço para novos negócios, já que o início de construção da plataforma está previsto para o ano que vem.

Fontes do PetróleoHoje afirmam que o grupo pretende, de fato, apresentar proposta para a nova unidade do projeto de Mero, possivelmente solicitando extensão do prazo de entrega da oferta, que está agendado para 19 de março.

A terceira unidade definitiva de Mero terá que estar pronta para operação em 2024, ficando afretada por 21 anos. O FPSO terá capacidade para produzir 180 mil bopd e comprimir 12 milhões de m³/d de gás.

Além da Modec, SBM e Misc também devem disputar o processo. Embora SBM e Modec sejam vistas como favoritas, há quem aposte em uma Misc competitiva. O grupo tem se mostrado interessado apenas por projetos da Petrobras em consórcios, descartando licitações ligadas a ativos em que a petroleira brasileira atua sozinha.

A estratégia, segundo fontes do mercado, está ligada à percepção de risco. Instituições financeiras consideram que projetos de parceria são menos arriscados que aqueles em que a estatal detém 100% de participação.

Itapu

É dado como certo que a Modec não irá disputar a licitação da Petrobras para o afretamento do FPSO de Itapu, que está em curso.

Fonte: Revista Portos e Navios