
A Modec firmou o seu primeiro contrato na Guiana. A empresa será responsável por construir, instalar e operar, por 10 anos, o FPSO do projeto “Uaru”, da ExxonMobil. A unidade de produção, concebida com base no novo design de construção do casco de última geração (M350), deve ser construída no próprio país.
O FPSO será instalado em lâmina d’água de cerca de 2 mil metros, utilizando um Sistema de Amarração por Espalhamento (SOFEC). O navio-plataforma terá capacidade de produzir 250 mil bpd, tratar 540 milhões de pés cúbicos de gás por dia, injetar 350 mil bpd de água e armazenar 2 milhões de bpd.
Após o FEED, sujeito a aprovação governamental do plano de desenvolvimento na Guiana, a sanção do projeto inclui decisão final de investimentos pela ExxonMobil e a liberação da segunda fase (EPCI) do FPSO.
O FPSO será o primeiro da MODEC na Guiana. Até então, a SBM Offshore detinha a exclusividade da petroleira norte-americana para desenvolver os FPSOs na região – a holandesa fabricou as unidades Liza Destiny e Liza Unity, enquanto o FPSO Prosperity deve entrar em operação em 2023. Já o FPSO One Guyana, que irá operar no projeto Yellowtail, está previsto para 2025.
Este é o 18º navio FPSO/FSO entregue pela Modec na América do Sul. No Brasil, a fornecedora é responsável pela construção do FPSO de Pão de Açúcar, da Equinor. No primeiro semestre de 2023, o FPSO Almirante Barroso entrará em produção no campo de Búzios, enquanto o FPSO Garibaldi integrará o campo de Marlim, na Bacia de Campos, a partir do terceiro trimestre de 2023. Ambos os projetos são operados pela Petrobras.
Atualmente, a Modec opera 12 FPSOs.
Fonte: Revista Brasil Energia