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Clippings - 01/10/19

Modec mapeia estaleiros para Búzios V

A Modec definirá, nos próximos meses, os estaleiros do exterior e do Brasil que farão as obras do FPSO de Búzios, que irá operar para a Petrobras no cluster de Santos, em 2021.

O projeto deve seguir o modelo de construção de plataformas anteriores da companhia, com conversão de casco na Ásia e parte da fabricação e integração de módulos no Brasil.

A tendência é que a parcela nacional fique a cargo do Brasfels, em Angra dos Reis (RJ) – contratado para fazer a integração e montagem do FPSO de Sépia –, e o EBR, que  fará a integração da unidade de Mero.

No momento, a operadora trabalha no detalhamento do projeto de Engenharia da de Búzios V. As obras navais deverão ser iniciadas entre o fim de 2019 e o início de 2020.

Capacitado para produzir 150 mil bopd e comprimir 6 milhões de m³/d de gás natural, Búzios V será instalado na parte norte do campo, em lâmina d´água de 1,9 mil m, a cerca de 180 km da costa. A unidade poderá ser interligada a até 15 poços. O contrato de afretamento é de 21 anos, prorrogáveis por igual período.

O FPSO Guanabara, que será instalado em Mero, está sendo convertido na China, no estaleiro DSIC. Já o Carioca (Sépia) passa por obras de conversão no Cosco, também no país asiático.

Era dos heróis

A primeira plataforma afretada do campo de Búzios será batizada pela Petrobras como FPSO Almirante Barroso. A escolha, segundo a petroleira, obedece a uma nova decisão interna de homenagear “heróis nacionais, brasileiros que entraram para a história graças a seus feitos relevantes em benefícios do país”.

A opção de estrear a nova safra de nomes com o almirante que conduziu a força naval à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança, no século 19, ocorre em um contexto de militarização de parte do governo e de posições-chave em empresas de administração pública.

Antes da mudança, a maior parte das unidades afretadas de produção era batizada com nomes de cidades brasileiras ou de baías do país. No passado, a extinta Fronape, atual Transpetro, tinha por tradição batizar seus navios com nomes de oficiais de alta patente da Marinha.

 

Fonte: Revista Brasil Energia