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Clippings - 02/05/17

Modec tem menor preço para FPSO de Sépia

A Modec apresentou o menor preço no rebid da licitação para o afretamento do FPSO Sépia, com uma taxa diária de cerca de US$ 720 mil, seguida pela Exmar, que cotou o serviço em cerca de US$ 810 mil/dia. As propostas comerciais foram abertas nesta sexta-feira (28/4), logo depois que a Petrobras indeferiu os pedidos de recursos.

Apesar dos preços apresentados no rebid terem vindo bem abaixo dos ofertados na tentativa anterior, quando ao valor médio girou em torno de US$ 1,3 bilhão, a Petrobras ainda não confirma o resultado final. A comissão de licitação ainda validará as propostas comerciais, processo que deve se estender pelo menos até o fim do mês de maio.

O preço apresentado pela Modec foi considerado bastante satisfatório pela Petrobras. No último contrato de afretamento de FPSO da petroleira foi fechado em 2015, com o consórcio Modec/ Schahin, por um taxa diária de quase US$ 700 mil. A unidade era destinada ao projeto de Tartaruga, na Bacia de Campos, com planta de produção para 100 mil b/d de óleo.

Além da Modec e da Exmar, que participa em associação com a Queiroz Galvâo Naval, a licitação chegou a ser disputada pela BW Offshore e a SBM, ambas desclassificada na primeira fase. A SBM entrou com recurso contra a sua desqualificação e a Modec questionou a qualificação técnica da Exmar, mas a Petrobras recusou as duas argumentações.

No mercado, os comentários são de que o preço da SBM era ainda menor que o apresentado pela Modec. O FPSO de Sépia será equipado com uma planta de 180 mil b/d de óleo.

Assim como fez no projeto de Libra, a Petrobras pediu a ANP waiver para o FPSO de Sepia, que será instalado na área da cessão onerosa. O processo agora está paralisado na agência, que decidiu esperar que a petroleira e o governo concluam a revisão do contrato da cessão onerosa para dar andamento ao caso.

A Petrobras alegou para a ANP que houve sobrepreço de 51% com relação aos valores de contratações recentes de afretamentos para o pré-sal no bid anterior de Sépia. O contrato da cessão onerosa, segundo a petroleira, prevê a possibilidade de revisão dos índices de conteúdo local, o que – na prática – pode eliminar a necessidade de um waiver para o FPSO.

Quatro na disputa por Libra

A Modec, SBM, BW Offshore e a Bluewater apresentaram nesta semana proposta para o rebid do afretamento de um FPSO piloto para o projeto de Libra. A entrega das primeiras ofertas ocorreu nesta quarta-feira (26/4) e, desde então, o consórcio de Libra, formado pela Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, já trabalha na análise técnica, que deverá se estender até o fim de maio.

Diante dos preços de Sépia, as apostas do mercado são de que a Modec possa repetir o resultado em Libra, arrematando mais uma unidade. Embora a SBM seja vista como uma grande concorrente, a empresa só permanecerá na disputa caso a homologação de seu acordo de leniência seja formalmente assinado.

Embora venha correndo contra o tempo para concluir o afretamento do FPSO, o consórcio de Libra calcula que a contratação formal da unidade só deva ser fechada entre o fim do terceiro trimestre e o início do quarto trimestre. Depois de abertos os envelopes de preço e feita a análise das propostas, cada empresa do consórcio terá que aprovar com duas diretorias a contratação da unidade.

Cumprida essa etapa, o comitê operacional de Libra terá que aprovar a assinatura do contrato.

O FPSO Piloto terá capacidade para produzir 180 mil b/d de óleo e comprimir 12 milhões de m3/d de gás.