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Clippings - 12/02/19

Modelo contratual pioneiro em Peregrino

Em entrevista à BE Petróleo, country manager da Schlumberger detalha integração de serviços na próxima fase do empreendimento

A Equinor e a Schlumberger colocarão em prática no offshore brasileiro um modelo contratual pioneiro, integrando perfuração e construção de poços à gestão da sonda que atuará na segunda fase de Peregrino II, na Bacia de Campos.

Ao invés de afretar uma de propriedade de uma operadora de sonda, a Equinor optou por encomendar a construção de um equipamento próprio ao Estaleiro KiIngleside, no Texas, e contratar a Schlumberger – que já seria a responsável pelos poços do empreendimento – para operá-la.

Avaliado em US$ 200M – a Schlumberger não informou o valor por razões de confidencialidade –,  o contrato terá duração de dez anos, com início em outubro do ano que vem.

“Estamos criando um modelo comercial para unificar prestadores de serviço de sonda com todos os serviços de construção de poço. Isso permitirá a otimização dos equipamentos do topside, muitos dos quais são fabricados pela Cameron”, conta o country manager da Schlumberger no Brasil, Mário Faria.

Montagem dos módulos do top side da sonda que será operada pela Schlumberger em Peregrino II/ Divulgação

Batizado de Rig of the Future, o modelo visa reduzir o tempo não operativo de sonda e otimizar a construção de poços, com base em coleta de dados operacionais e tratamento estatístico, geradas a partir de uma plataforma digital que abrangerá os principais equipamentos envolvidos nas atividades.

“Estamos conversando com outras empresas interessadas em financiar a construção de outras sondas similares para trabalharmos no mesmo modelo”, revela o executivo.

Perspectivas 2019

Faria acredita que o setor passa pelo fim de um período de transição. “Não esperamos grandes aumentos imediatos no mercado, que está num dos pontos mais baixos dos últimos anos”, observa.

Em termos de poços, algumas das principais expectativas giram em torno das licitações de Mero 2 (nove poços) e Lapa 2 (Total) e Sul de Gato do Mato (Shell), que devem demandar entre quatro e oito poços em cada caso.

A Schlumberger tem forte atuação na parte de intervenção de poços, mas, diante da desaceleração da demanda, decidiu descomissionar o WSV (Well Stimulation Vessel) Deep Stim I e manter o Deep Stim II em hibernação (cold stack). Ambas as embarcações vinham operando para a Petrobras, mas seus contratos chegaram ao fim.

No subsea, além de processos em andamento como as concorrências de árvores de natal molhadas (ANMs) de Mero 2 e de manifolds para a Revitalização de Marlim, a companhia está de olho em demandas para Lapa e Carcará, na Bacia de Santos.

Depois de realizar a operação de abandono de poços no campo de Tubarão Martelo, operado pela Dommo, a Schlumberger espera por novos projetos na área, como um piloto da Petrobras que prevê o abandono de três poços.

P&D

A companhia desenvolve, hoje, seis projetos de pesquisa focados em caracterização de reservatórios e otimização de processos de perfuração em seu centro tecnológico na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. Segundo Mário Faria, a atividade no local deve se intensificar à medida que novas operadoras ampliam sua atuação no Brasil.

Fonte: Revista Brasil Energia