
Divulgação Agência Petrobras
Companhia observa interesse de siderúrgicas nas milhares de toneladas de aço a serem retiradas nos processos da P-32 e P-33
A Petrobras avalia que o mercado reagiu bem ao modelo de venda de plataformas para desmantelamento adotado para a P-32 e P-33, arrematadas pela Gerdau no ano passado e que passarão pelo processo no Estaleiro Rio Grande (RS). O engenheiro da área de descomissionamento offshore da Petrobras, Eduardo Stein, lembrou que, nesses dois processos de alienação, um dos desafios foi a exigência de estaleiro no Brasil e a disponibilidade de dique seco.
As duas plataformas possuem dimensões semelhantes, sendo que o casco da P-32 tem 330 metros de comprimento por 54 metros de boca e pesa aproximadamente 45 mil toneladas, enquanto a P-33 pesa em torno de 41 mil toneladas. A expectativa é que a maior parte deste aço a ser retirada das unidades seja usado como matéria-prima para produzir esse insumo novamente.
“Felizmente, o mercado respondeu muito bem e enxergamos que existe um interesse grande na última ponta, siderúrgica, que vai absorver essas 45 mil toneladas”, disse Stein, nesta quarta-feira (15), durante o 8º workshop sobre descomissionamento e desmantelamento promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), no Rio de Janeiro.
A Gerdau arrematou as duas plataformas, em parceria com a Ecovix, proprietária do Estaleiro Rio Grande, onde os serviços começaram a ser executados. Atualmente, a P-32 está no dique seco no ERG e a P-33 aguarda o processo ser finalizado, acostada no Porto do Açu (RJ). A Petrobras tem contrato com o Porto do Açu para receber três plataformas, inclusive a P-33. “Esperamos que ainda esse ano, ou até o início do ano que vem, as outras duas ocupem vagas no ‘estacionamento’ qualificado no Porto do Açu”, projetou Stein.
Fonte: Revista Portos e Navios