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Clippings - 31/03/14

Modelo expõe divergências entre operador e usuário

Entre os 45 terminais portuários que requerem renovação antecipada, há nove que, além de antecipar a prorrogação desejam expandir sua capacidade para área contígua ao terminal já existente. Esses projetos – que englobam Sepetiba Tecon, Tecon Rio Grande, TCP, Tecon Santos, Libra Santos, Ecoporto Santos, Terminal de Vila Velha, Tesc e Tecon Salvador – poderiam injetar R$ 4 bilhões em investimentos. A ideia, no entanto, é vista com maus olhos por alguns usuários desses portos, que defendem a licitação das áreas contíguas para aumentar a competitividade dos serviços.

Uma das principais críticas dos operadores portuários em relação ao novo ambiente regulatório é que o desenho proposto pelo governo de licitar novos arrendamentos nos portos públicos pode comprometer a ampliação dos terminais de contêineres já existentes. Isso vai na contramão do visto em outros países, em que os operadores ganham maior escala para reduzir custos, enquanto os armadores também têm unido esforços para compartilhar serviços, têm usado navios cada vez maiores e concentram suas operações em alguns poucos terminais. O desenho que se vê é de tendência à escala e não à fragmentação, escala é essencial, afirma Luiz Antonio Alves, presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).