O módulo M-05, da TUPI BV, chegou ao Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) para integração à plataforma P-71. O transporte entre Itajaí (SC), onde o módulo foi construído, até Aracruz (ES), onde o estaleiro está localizado, contou com dois rebocadores — o Locar VII, com apoio (escoteiro) do rebocador Locar XII. De acordo com a empresa, as operações de transporte dos módulos em terra (loadout) e arranjo, fixação e peação (seafasting) exigiram bastante do planejamento de engenharia, pois tratavam-se de módulos com 33 metros de altura e peso da ordem de 1.400 toneladas cada um. A empresa utilizou suas linhas de eixos, guindastes e a construção de grillages especiais para garantir a segurança do módulo e da embarcação.
O retardo de um ano
na entrega foi motivado pelo acidente envolvendo o transporte de outros
módulos, carregados sobre a balsa Locar V, em maio de 2019, que naufragaram na
região próxima ao Porto de São Francisco do Sul (SC). De acordo com a empresa,
as condições climáticas estavam desfavoráveis à navegação naquela ocasião. Na
época, a Locar esclareceu que sua atuação no transporte dos módulos se
restringiu aos serviços de engenharia do loadout, do seafasting e
da movimentação até as balsas, e que, após a conclusão e a aprovação desses
serviços, a balsa foi entregue à Tranship, empresa contratada para o
planejamento do reboque e sua devida realização até o Estaleiro da Jurong.
A Locar ressaltou que, embora a Locar V não tenha sido
rebocada por ela, foram geradas diversas novas exigências nesta nova operação,
para a Locar I, que faria a próxima viagem. Foram feitas
solicitações de análise, re-análises e autorizações à embarcação, incluindo
todos os planos e cálculos desde o loadout até os planos de reboque, incluindo
todos os órgão e agentes envolvidos. Além da Marinha, discutiram as condições a
DNV, Rina, Tupi, EJA e a engenharia da Locar. “Cálculos e mais cálculos
foram reconferidos e diversas novas análises foram solicitadas para que enfim
todos estivessem seguros de que as condições como foram disponibilizadas
estavam adequadas”, afirmou o vice-presidente da Locar, Jose Henrique
Bravo Alves.
Bravo acrescentou que a viagem respeitou as condições de tempo, desde a saída
até a chegada ao estaleiro. “Limitações de ondas e vento, rota definida e
seguida à risca, e, a cada 100 milhas, havia um way-point planejado para
derrota, se assim fosse necessário, o que de fato acabou acontecendo com
entrada em Angra dos Reis (RJ), motivada por condições climáticas adversas”,
explicou. Ele ponderou que a unidade permaneceu em Angra por seis dias, gerando
custos importantes de estadia e praticagem, mas com objetivo de chegar ao
destino com segurança.
Fonte: Revista Portos e Navios