Petrobras acerta construção dos equipamentos que substituirão os que afundaram em Santa Catarina
Por Claudia Siqueira
O estaleiro CIMC Raffles, na China, construirá os módulos de geração de energia do FPSO P-71, que será instalado em Lula Oeste, no cluster da Bacia de Santos. O grupo apresentou o menor preço na licitação aberta pela Petrobras após o naufrágio da balsa que transportava os equipamentos originais ao Estaleiro Jurong Aracruz (ES), na costa de Itajaí (SC), em maio.
A informação sobre o resultado da licitação foi confirmada pela Petrobras, mas a companhia não revelou o valor apresentado pelo CIMC Raffles, nem a lista das empresas que apresentaram propostas, cuja abertura aconteceu no último dia 4. Entre os convidados estavam também o Cosco, Brasfels, EBR, Aible e BJC. O contrato deve ser assinado ao longo de novembro.
O estaleiro chinês já é responsável pela construção do casco da P-71, cujas obras estão em execução. A Petrobras exige que o módulo seja entregue no Brasil, no Estaleiro Jurong, em Aracruz (ES), responsável pela integração da plataforma. O edital estabelece o prazo de 11 meses para execução do contrato, o que inclui a compra de equipamentos, a construção/montagem e sua entrega
No mercado, há expectativa de que, a depender do ritmo das obras, os módulos possam ser trazidos para o país já sobre o casco da P-71. A Petrobras não confirma a data do primeiro óleo da unidade, que não aparece no cronograma de projetos de seu plano de negócios 2019-2023.
No início de outubro, a petroleira fechou contrato com a Siemens para adquirir quatro geradores para a P-71, em substituição aos que foram perdidos no acidente.
A retirada dos novos equipamentos será feita até janeiro pelo vencedor da licitação para construção dos módulos da plataforma ou pela própria petroleira. O contrato foi fechado por menos de US$ 50 milhões, após negociações conduzidas pelo Petronect, o portal eletrônico de compras da Petrobras.
Capacitada para produzir 150 mil bopd, a P-71 faz parte de um pacote de oito FPSOs replicantes encomendados em 2010 a estaleiros brasileiros com destino ao cluster de Santos (P-66, P-67, P-68, P-60, P-70, P-71, P-72 e P-73). Diante de atrasos e dificuldades financeiras enfrentados pelas empresas nacionais, a Petrobras transferiu parte das obras para estaleiros asiáticos e cancelou as duas últimas plataformas.
Fonte: Revista Brasil Energia