A construção dos 24 módulos de compressão de gás natural por grupos estrangeiros depois da rescisão do contrato com Iesa vai afetar o índice de conteúdo local dos FPSOs replicantes. A Petrobras ainda não quantificou o tamanho da redução, mas já trabalha com a perspectiva.
A companhia trabalhava com a meta de conteúdo local global de 65% nos FPSOs replicantes, que tem seus oito cascos sendo construídos pela Ecovix, no Rio Grande.
A Galp Energia, sócia da Petrobras nos projetos do pré-sal da Bacia de Santos, está prevendo um atraso de um ano na entrada em operação dos quatro primeiros FPSOs replicantes, que têm primeiro óleo previsto pela Petrobras em 2016. O cronograma do E&P, que ainda é revisto pela petroleira brasileira, considera os FPSOs P-66, P-67, P-68 e P-69. A Galp alerta que a visão do atraso nos projetos não é a visão da Petrobras.
A petroleira dividiu em dois pacotes a concorrência para substituição dos módulos para os FPSOs. A empresa trabalha com a meta de concluir neste mês a licitação. Nos bastidores crescem os rumores de que o Estaleiro Cosco e a BJC Heavy Industries apresentaram os menores preços na concorrência. A Petrobras não confirma.
Enquanto trabalha na concorrência, a empresa agora também precisa se explicar para a ANP sobre a contratação dos equipamentos no exterior. A agência recebeu denúncias de que a Petrobras não estaria dando igualdade de condições às empresas nacionais em suas concorrências, privilegiando grupos estrangeiros.
Uma reunião entre a ANP e a Petrobras foi realizada na última semana, na qual a Petrobras explicou suas razões para a contratação dos módulos fora do país. “Apenas prazo motivou essa decisão. Foi uma questão atípica”, disse uma fonte que preferiu não se identificar.