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Clippings - 30/07/10

MOL prevê recuperação no setor graneleiro

A MOL (Mitsui OSK Lines) revisou para cima as expectativas de lucro para o primeiro semestre do ano fiscal. O armador espera ter ganhos de 42 bilhões de ienes (US$ 481,6 milhões) com a recuperação no mercado de afretamento de graneleiros e alta demanda por navios-tanque.

Segundo novas previsões da companhia, o incremento nos lucros é de 31% em relação à projeção de 30 bilhões de ienes divulgada no final de abril. O lucro líquido no primeiro trimestre agora tende a ser duplicado, atingindo 20,8 bilhões de ienes em comparação com os três meses anteriores.

A revisão da primeira previsão de ganhos para o meio do ano impulsiona o ano fiscal de 2010 a ter projeção de lucro de 65 bilhões de ienes, enquanto a receita deve ficar estável, chegando a 1,55 bilhão de ienes.

No setor de granel, a MOL se beneficiou de receitas estáveis geradas por contratos de afretamento de longo prazo para embarcar minério de ferro, carvão e outros produtos. A frota de 24 unidades transportadoras de fibra de madeira também se beneficiou do aumento da demanda. Porém, o armador reduziu a frota de transporte de automóveis, para cortar custos.

O negócio de transporte de automóveis, com esforços contínuos como a grande redução no número de navios através da eliminação de embarcações mais antigas continuou e chegou ao breakeven no primeiro trimestre, com a recuperação do comércio marítimo graças ao retorno do trade mundial, afirmou a MOL no primeiro relatório trimestral de resultados financeiros.

A companhia afirma que, apesar de problemas como a queda do mercado capesize, crise na economia europeia, lento comércio de contêineres e agravamento das taxas de frete na entressafra, a empresa espera uma recuperação no mercado graneleiro, apoiada pela demanda em países emergentes, assim como no mercado petroleiro, que entrará em temporada de pico na segunda metade do ano fiscal.

A MOL também procurou otimizar a frota própria, formada por 43 porta-contêineres, devolvendo navios operados por contrato de afretamento, colocando unidades em lay-up, e demolindo tonelagem antiga, além de também empregar a política de redução de velocidade nas embarcações, para reduzir custos de combustível.

No total, a MOL gerou receita de 397 bilhões de ienes no primeiro trimestre, cerca de um terço a mais do que os 297 bilhões de ienes gerados no mesmo perãodo do exercício anterior.