A Seabed Geolosutions concluiu o levantamento sísmico 4D com nodes no campo de Lula, na Bacia de Santos. O processamento dos dados está sendo feito pela CGG e vai ficar pronto em 2016. É o primeiro trabalho para monitoramento sísmico 4D do pré-sal e vai ajudar a determinar as melhores alternativa para os próximos projetos.
Além do monitoramento de Lula, há previsão de contratação de sísmica 4D para Búzios (ex-Franco), também na Bacia de Santos. De acordo com fontes próximas aos projetos, ainda há incertezas sobre a melhor solução para mapear os carbonatos do pré-sal.
No projeto piloto de Lula foram instalados 954 nodes, cobrindo uma área de 344 km2, dos quase 2 mil km2 de extensão do reservatório. A opção pelos nodes foi baseada na flexibilidade da instalação em um campo que já contava com linhas e sistemas submarinos instalados.
Outra alternativa de monitoramento do pré-sal é a instalação de cabos de fundo, nos moldes do que foi feito para o campo de Jubarte, na Bacia de Campos. Neste caso, o objetivo foi monitorar o pós-sal, mas devido a presença de um reservatório no pré-sal também foram coletados dados para avaliação dos resultados.
Assim como Santos, o reservatório do pré-sal de Campos é formado por carbonatos microbiais, mas umas diferenças-chave é espessura da camada de sal, muito superior em Santos.
Um dos principais problemas enfrentados na operação foi o licenciamento ambiental, que demorou quase três meses para sair, devido a novas exigências do Ibama, que incluem planos de salvamento de pássaros e outros animais marinhos.
A instalação dos nodes de Lula demandou duas embarcações, ROVs e barcos de apoio. O trabalho começou entre março e abril deste ano e durou quatro meses, para instalação dos nodes e levantamento dos dados