unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 12/04/16

Moody’s rebaixa Shell, Total e Chevron

A Moody’s rebaixou as notas de crédito da Shell, Total e Chevron. Enquanto as notas de crédito da Shell e a Chevron caíram de Aa1 para Aa2, a nota da Total caiu de Aa1 para Aa3, mas as companhias ainda permanecem dentro do grau de investimento.

No caso da Shell, a perspectiva do rating é negativa, pois a companhia dependerá da venda de ativos para conseguir reduzir o débito e realizar a integração e a reestruturação dos negócios no upstream após a compa da BG.

“O rebaixamento e a perspectiva refletem a alta alavancagem da Shell após a fusão com a BG. Acreditamos que a compra contribui fortemente para o posicionamento de longo prazo da companhia, mas em meio ao cenário de baixo preço do barril, esperamos que a Shell tenha fluxo de caixa negativo pelo menos até 2017”, afirmou a Moody’s.

A agência acredita que os cortes nos custos da companhia serão a chave para que a Shell melhore sua rentabilidade e que, mesmo com os cortes no capex em 2016, os investimentos de US$ 33 bilhões planejados para este ano poderiam ser ainda menores.

Já no caso do Chevron, a perspectiva é estável e o rebaixamento reflete principalmente a tendência de fluxo de caixa negativo e aumento do débito, devido aos baixos preços do óleo. De acordo com a Moody’s, a Chevron tem flexibilidade nos investimentos e pode reduzir ainda mais os custos operacionais, além de se beneficiar das operações no downstream, que ainda são rentáveis.

O rating da Total também tem perspectiva estável e o rebaixamento reflete as pressões sobre o fluxo de caixa e as métricas de crédito da companhia. Atualmente, a petroleira francesa vem reduzindo os custos de operação e os investimentos, além de vender ativos para financiar o fluxo de caixa negativo previsto para os próximos dois anos, ações que a Moody’s acredita que ajudarão a controlar a queda nos fundos de operação da companhia.

A previsão da agência é de que o preço do barril fique na média de US$ 33 em 2016, subindo para US$ 38 em 2017 e US$ 43 em 2018. Procuradas, a Total e a Shell informaram que não comentariam o rebaixamento, enquanto a Chevron não respondeu ao contato até o fechamento desta reportagem.