Apesar de não atingirem as expectativas do Governo, se tomarmos como referência as conjecturas anteriores ao leilão das áreas portuárias, os R$ 430 milhões angariados podem ser considerados um sucesso
LeandroBarreto1Estive na Bovespa na última quarta-feira para, principalmente, sentir o clima em torno da realização do primeiro leilão de concessões portuárias sob a nova Lei dos Portos (nº 12.8125/2013) e posso adiantar que, a julgar pelas declarações do Ministro Helder Barbalho antes do certame, os objetivos não foram atingidos.
Pode-se dizer que o salão dedicado ao público não estava muito cheio, enquanto que a área reservada às autoridades estava repleta de representantes de diversas pastas, incluindo o Ministro do Planejamento Nelson Barbosa. Se o Ministro Barbosa dedicou a maior parte do seu tempo aos jornalistas e mal circulou entre os empresários, foi bastante interessante observar o jovem e carismático Ministro da SEP, sempre acompanhado dos diretores da Antaq, transitando com bastante naturalidade por diversas rodas de empresários do setor como se já ocupasse a pasta há tempos.
O fato é que, ao contrário do ocorrido no último dia 25 de novembro quando, no mesmo salão da Bovespa, as 29 usinas hidrelétricas oferecidas pelo Governo ao mercado foram arrematadas e os R$ 17 bilhões em outorgas atingiram tanto as expectativas quanto as necessidades das autoridades, no caso das instalações portuárias, uma das quatro áreas ofertadas – Vila do Conde – precisou ser retirada do leilão devido à falta de propostas, e os R$ 430 milhões arrecadados em outorgas não atingiram nem a metade dos R$ 1 bilhão projetados pelo Governo. A previsão é de que Vila do Conde deva retornar com edital revisado já na próxima rodada de licitações previstas para o início de 2016.