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Clippings - 22/06/22

Movimento ‘net zero’ avança na frota brasileira, avalia Aliança

Arquivo/Divulgação

Empresa acredita que principais parceiros para redução de emissões e cumprimento de metas globais de descarbonização serão os próprios clientes, que vão precisar dividir responsabilidades que tema exige.

 A Aliança avalia que o gerenciamento de sua frota e alguns movimentos de outras empresas que atuam na cabotagem brasileira caminham na direção de retrofits e de upgrades em alguns equipamentos, não somente motores, a fim de aumentar a eficiência das embarcações. O gestor da frota da Aliança, Carlos Rocha, percebe que o diálogo sobre eficiência tem sido intenso na frota brasileira. Para Rocha, os principais parceiros das empresas que atuam no transporte marítimo serão os clientes, que vão precisar dividir toda a responsabilidade que o tema exige.

Rocha considera que as discussões já trarão impactos para as próximas embarcações que chegarão ao Brasil, apesar de a eficiência energética não ser um tema novo no setor. Ele lembrou que, por volta de 2010, os navios já eram certificados com índices de eficiência. O gestor da frota da Aliança, subsidiária do grupo Maersk, acrescentou que os navios de hoje evoluíram bastante e não se comparam com os de 10 anos atrás.

O engenheiro disse que todos os motores marítimos já possuem limitações regulatórias de performance de emissões. Ele citou que, além dos motores, existem outras ações correndo paralelamente, como tintas menos poluentes e sistemas projetados para melhorar a eficiência das embarcações e o uso de equipamentos, reduzindo emissões e os custos operacionais. Segundo o gestor da frota da empresa, além do combustível mais limpo é preciso reduzir o consumo de forma inteligente.

Rocha contou que a Maersk vem investindo pesado no desenvolvimento de combustíveis marítimos limpos e explicou que as empresas do setor vivem o dilema de encomendar navios que tenham disponibilidade de abastecimento, ao mesmo tempo que os produtores precisam de um número relevante de navios eficientes para que possam desenvolver estruturas de fornecimento. Outro desafio é desenvolver fontes alternativas que sejam efetivamente limpas, renováveis e possuam escala.

Rocha observa que dos 200 maiores clientes da Maersk, 100 já estão empenhados em atender o conceito ‘net zero’, pressionando para que a cadeia logística toda vá nessa direção. “Esse é um movimento que conta com grandes empresas e, fundamentalmente, com clientes, que também possuem seus clientes. É uma espiral positiva que não vai ter volta”, analisou Rocha em entrevista à Portos e Navios.

Fonte: Revista Portos e Navios