Arquivo
A empresa, junto com demais operadores, foi convidada a participar da elaboração do novo modelo exploratório da ferrovia interna.
A MRS logística, juntamente com outras empresas que operam ferrovias no Porto de Santos, está participando do processo de elaboração do novo modelo de exploração da ferrovia interna do porto. A empresa entregou nesta sexta-feira (26) as contribuições ao projeto a Santos Port Authority (SPA). O prazo de entrega para a consulta pública, aberta em dezembro de 2020, se encerra neste sábado (27). A informação foi dada durante Live da empresa sobre renovação do contrato de concessão da ferrovia, realizada nesta sexta-feira.
Com a nova modelagem, a Portofer, malha ferroviária que funciona dentro do porto irá se chamar Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips). De acordo com o gerente geral de relações institucionais da MRS, José Roberto Lourenço, ao longo dos anos as operadoras ferroviárias investiram na malha fora do porto, ficando o gargalo na ferrovia interna do complexo portuário. Ele informou que as três operadoras, MRS, Rumo e VLI estão com projetos de renovação de contratos e com previsão de aumento no volume de cargas transportadas. Portanto, para suportar esse novo volume, as obras na Fips se tornaram essenciais.
Com a renovação do contrato de concessão por mais 35 anos, a MRS pretende dobrar o volume transportado até o porto, chegando em 2056 a 110 milhões de toneladas. Lourenço destacou que a Fips vai ser importante para receber esse crescimento e afirmou ter sido acertada a decisão da Autoridade Portuária de priorizar os acessos ferroviários no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). “O porto direcionou o crescimento para as ferrovias, pois não pode crescer apenas com as rodovias”, frisou.
Desse modo, a empresa e demais operadores foram convocadas a participarem do processo de elaboração do novo modelo de exploração da ferrovia interna. A ideia da SPA, segundo o gerente geral de projetos de renovação da MRS, Rafael Hipólito, também presente ao debate, foi aproveitar a expertise das próprias empresas que atuam no porto para ajudar na elaboração. “As ferrovias contam com a Fips que é o complemento do investimento feito do porto para fora”, pontuou Hipólito.
Fonte: Revista Portos e Navios
