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Clippings - 09/01/23

Multas de conteúdo local da P-84 e P-85 em alta

As empresas interessadas em disputar o bid da Petrobras para construção dos FPSOs de Atapu 2 (P-84)  e de Sépia2 (P-85) terão que computar um dado novo na elaboração de suas propostas, relacionado ao conteúdo local. Os contratos das duas unidades de produção contemplarão multa de 200% pelo não cumprimento da exigência de conteúdo nacional.

Nas licitações recentes da P-78, P-79, P-80, P-82 e P-83, FPSOs contratados para operar  no campo de Búzios, o percentual médio de multas determinado pela Petrobras para o não cumprimento do conteúdo local foi de 40%. A punição de 200%, segundo apuração do PetróleoHojesegue o mesmo percentual estabelecido pela ANP nos contratos dos dois campos.

O percentual de conteúdo local para a construção da P-84 (Atapu 2) é de 20%, enquanto para a P-85 (Sépia2) foi fixado em 25%. A multa de 200% será aplicada se necessária sob o percentual não realizado.

O novo percentual de multa foi recebido com surpresa pelo mercado. Embora as empresas convidadas ainda estejam decifrando os detalhes do edital e dos contratos, o percentual de 200% de  multa pelo não cumprimento do conteúdo local têm gerado alvoroço.

Alguns executivos do setor projetam que o aumento da multa possa vir a impactar o preço final das propostas.

Em meio ao novo percentual estabelecido para a multa, prevalece a incerteza se a nova gestão da Petrobras manterá os termos do edital e dos contratos inalterados ou se optará por introduzir mudanças na licitação. Parte da equipe de transição era favorável ao aumento do número de módulos construídos no Brasil.

Prazo maior

No que diz respeito à execução da construção da P-84 e da P-85, a Petrobras ampliou o prazo das obras. Ao invés do prazo médio de 44 meses estabelecido nas últimas licitações, os contratos dos dois FPSOs será de 48 meses e meio, entre a assinatura dos contratos e o handover para a Petrobras, após a chegadas das unidades aos dois ativos.

A mudança atende a pleitos colocados pelas empresas pré-qualificadas junto à Petrobras para a construção de FPSOs. O novo prazo visa comportar à atual situação global de aquecimento do mercado de FPSOs e toda a cadeia de fornecedores.

O edital do bid da P-84 e da P-85 foi lançado no dia 23 de dezembro. As novas unidades de Atapu e Sépia terão capacidade de produção de 225 mil bpd de óleo e 10 milhões de m³/d de gás e precisam estar prontas para operação em 2028.

O edital foi dividido em três lotes distintos, sendo dois lotes excludentes, um direcionado para a P-84 e outro para a P-85, e um pacote integrador voltado às duas unidades. Desta vez, não foi estabelecido desconto para a segunda unidade do lote integrador, sendo determinado apenas defasagem de dez meses no prazo de entrega dos FPSOs.

Os contratos de construção da P-84 e P-85 serão regidos sob o regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction). As duas unidades de produção serão all eletric, visando reduzir as emissões em até 20% das emissões.

Quatorze 14 grupos nacionais e estrangeiros estão pré qualificados pela Petrobras para disputar os contratos – Hyundai, Heavy Industries, Samsung Heavy Industries , COOEC, Sembcorp Marine Rigs & Floaters, Queiroz Galvão Naval, Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, Saipem do Brasil Serviços de Petróleo, Yantai CIMC Raffles Offshore, Estaleiro Brasfels, Saipem Contracting Netherlands, Saipem SPA, Technip France, Keppel Shipyard, SBM, Estaleiros do Brasil (EBR) e Toyo Engineering Corporation.

Fonte: Revista Brasil Energia