A perfuração de dez poços de alto impacto neste ano pode marcar o nascimento de uma nova fase na indústria no país.

Com a desaceleração da atividade exploratória no Brasil desde 2013 e o resultado “decepcionante das rodadas de licitações (de novas áreas) mais recentes no pré-sal”, a produção futura no país depende de mais investimento na busca por novas reservas, segundo a Shell.
No documento ‘Brasil: liderando o mundo rumo à neutralidade das emissões’, a empresa afirma que muitas bacias brasileiras mal foram exploradas e que, além da Petrobras, muitas petrolíferas internacionais mantêm o interesse no país.
Dez poços exploratórios de alto impacto devem ser perfurados neste ano e “podem marcar a próxima fase na expansão da produção brasileira”, segundo a Shell.
Para o presidente da empresa no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, no entanto, o desenvolvimento do mercado interno depende da continuidade da realização de leilões de áreas pela ANP.
“O Brasil tem 12 anos de reservas provadas. São dados do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás). Só será possível repor as reservas se houver leilões. Há um ciclo muito grande entre os bids e o início das operações. Infelizmente, o que a gente vê é que talvez não haja leilões em 2024”, disse o executivo.
Entre as novas fronteiras, a Shell é otimista com a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas, onde possui blocos exploratórios em parceria com a Petrobras. A empresa ainda não está presente na Margem Equatorial.
“Essas são as novas fronteiras mais faladas no momento. Vamos resolver esse debate primeiro para uma próxima conversa”, afirmou Pinto da Costa.
Fonte: Revista Brasil Energia