O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico atracou, no começo da tarde do último sábado (11), no cais do Estaleiro Rio Grande (RS). A embarcação da Marinha do Brasil chegou a Rio Grande (RS) com 1.350 militares, 154 toneladas de donativos, 38 viaturas do grupamento de fuzileiros navais em apoio à Defesa Civil, 24 embarcações de pequeno e médio porte, três helicópteros, além de duas estações móveis para tratamento de água, capazes de produzir 20 mil litros de água potável por hora.
O maior navio de guerra da América Latina já havia auxiliado vítimas das fortes chuvas no litoral de São Paulo. Agora, chegou ao estado para a ajuda humanitária ao Rio Grande do Sul, que há mais de uma semana sofre com sua maior tragédia climática, que causou mais de 130 mortes e deixou dezenas de milhares de desabrigados.
“Estamos dando toda a contribuição e assistência para essa missão, ajudando nesse momento tão difícil para nosso estado”, comentou em nota Ricardo Ávila, diretor operacional da Ecovix, que é proprietária do estaleiro.
Fragata Defensora
Também no sábado (11), chegou em Rio Grande a fragata Defensora, com o objetivo de aumentar a capacidade de apoio às populações atingidas pelas enchentes e fortes temporais que assolam o estado. Os navios chegam para ampliar as ações que já estão sendo conduzidas pela Marinha no Rio Grande do Sul, desde o dia 30 de abril, no contexto da Operação “Taquari 2”.
Segundo o comandante da 1ª divisão da esquadra, contra-almirante Nelson de Oliveira Leite, que é o comandante do grupo-tarefa nessa missão, desde o início dessa situação, a Marinha está atuando em diversas frentes, com as unidades operativas existentes no comando do 5º distrito naval, sediados em Rio Grande (RS), bem como do 6º e 8º distritos navais, situados em Ladário (MS) e São Paulo (SP), respectivamente.
“A chegada do NAM Atlântico traz novos meios, que permitirão ampliar a fase logística, com o transporte de itens críticos de abastecimento e para a reestruturação da infraestrutura básica das regiões acometidas pelas enchentes. A Marinha do Brasil não medirá esforços para ajudar o povo gaúcho a superar essa tragédia ”, destacou o comandante Leite.
Em nota, a Marinha do Brasil lembrou que os navios desatracaram do Rio de Janeiro na última quarta-feira (8) com destino ao Rio Grande do Sul e que não há uma data prevista para o retorno ao RJ. “Enquanto for necessário, os meios estarão à disposição da população do Estado”, informou a força naval.
Fonte: Revista Portos e Navios