Caso a alternativa não se mostre adequada, explica o consultor-sênior da companhia Cesar del Lucchese, a perspectiva é da construção de gasodutos para deslocar o insumo.
A Petrobras espera concluir em 18 meses estudos para indicar a viabilidade da utilização de um navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) para movimentar o gás a ser produzido no pré-sal. Caso a alternativa não se mostre adequada, explica o consultor-sênior da companhia Cesar del Lucchese, a perspectiva é da construção de gasodutos para deslocar o insumo.
Lucchese e outros especialistas da Petrobras ministraram na quinta-feira o Curso de Energia para Jornalistas, realizado no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Nesta sexta-feira, a estatal voltará a abordar o assunto no seminário O Brasil e o Pré-Sal – uma Nova Perspectiva para o País e o Rio Grande do Sul.
O evento, que será realizado pela Revista Voto e tem o patrocínio exclusivo da Petrobras, acontecerá das 8h30min às 18h, na Assembleia Legislativa do Estado. Está confirmada a presença do presidente da companhia, José Sergio Gabrielli de Azevedo. O seminário conta ainda com o apoio institucional da própria Assembleia Legislativa, do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal, do Grupo Bandeirantes e do Jornal do Comércio.
Outro participante do encontro será o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca. É importante haver momentos de discussões para que toda a sociedade seja ouvida e participe dos debates e da construção de um novo modelo para a exploração do pré-sal, defende Luca.
Para o dirigente, o maior desafio será a elaboração de um modelo regulatório que atenda aos interesses da sociedade brasileira, que dê retorno aos investidores, que seja regido por regras transparentes e claras e com absoluto respeito aos contratos existentes.
Não há dúvidas de que o pré-sal pode mudar significativamente o perfil do País na área do petróleo e gás, acrescenta o presidente do IBP.
Ele ressalta que a indústria do petróleo já é muito relevante para a economia nacional, representando cerca de 12% do PIB brasileiro.
Estima-se que um único campo como Tupi, localizado dentro da província do pré-sal, poderia gerar de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo equivalente, o que demandaria investimentos da ordem de US$ 50 bilhões durante sua vida útil.
Conforme estimativas da Petrobras, a produção de petróleo na área do pré-sal deve superar 1 milhão de barris por dia até 2017. Para se ter uma ideia, desde a sua criação em 1954, a estatal demorou 45 anos para chegar a esse patamar.
Jereissati será relator de projeto da Petro-Sal na CCJ do Senado
O senador Tasso Jereissati (CE) será o relator na Comissão de Constituição e Justiça do projeto que cria a Petro-Sal. A informação é do presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO). Este é o primeiro dos quatro projetos sobre o novo marco regulatório para exploração do petróleo na camada do pré-sal que chega ao Senado. Na Câmara, o texto foi aprovado há duas semanas.
A Petro-Sal será a estatal responsável pela gestão dos contratos de partilha na nova área de exploração da costa brasileira. A escolha de um relator da oposição foi proposital, uma vez que, na Câmara, os relatores dos quatro projetos eram da base governista. Vamos equalizar um pouco, justificou Torres. A comissão ainda não discutiu como será o debate sobre os projetos do marco regulatório nem quem deverá ser convidado para as audiências públicas sobre o tema.