Volta da tecnologia aos projetos da Petrobras no pré-sal dará nova feição à frota de apoio marítimo
A volta dos risers rígidos aos projetos de desenvolvimento do pré-sal dará uma nova feição à frota de apoio marítimo no país. Enquanto o número de embarcações especializadas no lançamento de linhas flexíveis diminui, barcos aptos a instalar dutos rígidos retornarão a águas brasileiras após um hiato por conta da falta de novas oportunidades.
Hoje, no Brasil, há basicamente uma embarcação do tipo, a Locar Pipe. A unidade da Locar faz hoje seu primeiro serviço, em parceria com a Sapura Navegação, lançando um duto em águas rasas de Sergipe para conectar uma unidade de liquefação de gás natural (FLNG) à nova termelétrica da Celse.
Nos últimos anos, passaram pelo país os navios FDS2 e Normand Maximus, utilizados pela Saipem para fazer a interligação submarina de Lula Norte, no pré-sal da Bacia de Santos. Em abril deste ano, a empresa italiana fechou a compra do Lewek Constellation, capaz de lançar dutos rígidos e flexíveis, que poderá se candidatar a executar serviços por aqui.
Outra embarcação especializada em rígidos que operou no país em tempos recentes foi o Solitaire, da Allseas, na operação de lançamento do gasoduto Rota 3, que ligará o cluster de Santos ao Comperj, em Itaboraí (RJ).
No mês passado, a McDermott, que atuou na conexão submarina do campo de Atlanta, com o PLSV NO 102, contratou a Royal IHC para fazer modificações no navio Amazon, permitindo que a embarcação lance dutos rígidos em até 3,5 mil m de lâmina d’água.
Fornecedora de risers e proprietária de dois PLSVs, a Ocyan diz estar aberta a parcerias para fazer a instalação de dutos rígidos. “Aparecendo uma oportunidade que possa agregar valor na operação, vamos olhar com atenção”, afirma o diretor de Subsea da empresa, Marcelo Nunes.
O executivo conta que, desde a liberação da companhia para fechar contratos com a Petrobras, a Ocyan voltou a ter acesso livre para conversar com as petroleiras e que já chegou a assinar um acordo (Non disclosure agrément) com uma operadora privada para avaliação de sua tecnologia, uma configuração híbrida de torre de risers.
“Estamos aproveitando que há um apetite no mercado por inovação”, diz Nunes.
Fonte: Revista Brasil Energia